Beleza e riqueza na maior baía do Brasil

postado por aleile @ 1:38 PM
1 de dezembro de 2011

A importância da Baía de Todos-os-Santos é mais que ambiental: ela funda a nossa identidade cultural. A história da BTS se une com o início da história do próprio país e lá se vão mais de 500 anos de ocupação desse território, diversos ciclos econômicos, regimes, mas uma beleza que se mantém exuberante e rodeada por comunidades tradicionais, que retiram do mar a sua subsistência.

História e evolução entre o passado e o futuro

postado por aleile @ 1:29 PM
1 de dezembro de 2011

A Baía de Todos-os-Santos é a maior baía do Brasil, com extensão de 1.052 km2 e profundidade de 42 metros

 

Oficialmente, o porto foi inaugurado em 13 de maio de 1913. Está situado em uma área naturalmente protegida da Baía de Todos-os-Santos

 

Se Américo Vespúcio tivesse observado melhor a Baía de Todos-os-Santos, perceberia que ela não é precisamente uma baía, mas sim, um golfo, formado por duas baías contíguas: a de Iguape e a de Aratu. A afirmação em tom de brincadeira é do Mestre em Engenharia Ambiental e ativista ambiental, José Augusto Saraiva, do Grupo Gérmen. Ele lembra que somos baianos, justamente por causa desta baía. “Somos baianos por causa dela. Caso contrário, seríamos golfanos. E a sua importância é mais que ambiental: a Baía de Todos-os-Santos funda a nossa identidade cultural”, afirma o pesquisador.

A história da BTS se funda com o início da história do próprio país e lá se vão mais de 500 anos de ocupação desse território, diversos ciclos econômicos, regimes, mas uma beleza que se mantém exuberante e rodeada por comunidades tradicionais, que retiram do mar a sua subsistência. O futuro, repleto de projetos econômicos importantes e que mudarão radicalmente a paisagem e o fluxo na região, convive com o lugar com o pé no passado, repleto de histórias, lendas e memórias. Lá estão a Baía de Aratu, a Baía de Iguape, os  municípios de Salvador, Cachoeira, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas das Margaridas, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz, que juntos compõem a Área de Proteção Ambiental – APA, criada em 5 de junho de 1999.

Com saudades, o pesquisador de História da Bahia, Eduardo Gantois, revela as memórias de um tempo de abundância nas águas da Baía: “Vermelhos de todas as espécies eram  capturados no canal entre Salvador e Itaparica. Tainhas e agulhas davam em abundância na Enseada dos Tainheiros, inclusive o nome Tainheiros, se originou dos ‘tainheiros’,  pescadores de tainhas. Robalos eram pescados na Ponta da Penha em extensões de pontes de madeiras que ali existiam. Em baixo do flutuante do Hidroporto da Ribeira, dava robalo.

Caconetes e cações eram apreendidos com facilidade nos arredores da Ilha de Maré. Grandes budiões azuis eram vistos no cais sul do Porto e no madeirame que sustentava os  trapiches na Preguiça e no Porto”. Para ele, quem viveu os tempos de fartura, o que existe hoje não lembra nem de longe o que esse mar já ofereceu.

Formação- A BTS é a maior baía do Brasil, com extensão de 1.052 km2 e profundidade de 42 metros. São ao todo 56 ilhas espalhadas, com maior destaque para Itaparica, Madre de Deus, Ilha de Maré, Ilha dos Frades entre outras. Sua formação compõe uma espécie de ancoradouro natural, o que logo despertou o interesse dos portugueses, que enxergaram aí um potencial para a comunicação com a metrópole. No século XVI, o porto ali instalado tornou-se o mais importante de todo o Hemisfério Sul, servindo para o escoamento de produtos não somente brasileiros, mas como de outros países da América Latina. Era também a porta de entrada para os escravos, chegados das diferentes regiões da África, para trabalharem nos engenhos de açúcar do Recôncavo Baiano. Seu nome vem do fato de ter sido fundada no dia 1º de novembro de 1501, dia de todos os santos.

Vários ciclos econômicos se passaram na região: pau-brasil, o açúcar, caça às baleias, petróleo, indústria petroquímica, a ocupação desordenada, carnicicultura e instalação do Porto de Salvador no século XIX. No início de tudo, na Baía de Todos-os-Santos foi palco das invasões holandesas, mas também dos movimentos de resistência das tribos indígenas. A região também assistiu as batalhas pela Independência da Bahia e a expulsão das tropas portuguesas, confirmando a emancipação brasileira frente à metrópole portuguesa.

Mais tarde, algumas dessas ilhas viriam se transformar em quilombos, onde escravos fugidos e mais libertos foram se abrigar, criando uma estrutura de vida, que ainda se conserva até hoje. “O Porto de Salvador foi, durante os primeiros séculos da Colônia, o porto mais movimentado das Américas, sendo Salvador a capital administrativa das terras portuguesas. Nesse período, era chamado simplesmente de Porto do Brasil, e por ele chegavam as mercadorias comercializadas com a Metrópole e outras nações” explica Tenente Queiroz, da Assessoria de Comunicação da Capitania dos Portos, uma das responsáveis pelo Porto de Salvador. Oficialmente, o porto foi inaugurado em 13 de maio de 1913.

Situado em uma área naturalmente protegida da Baía de Todos-os-Santos, somente no século XX o porto veio a ser objeto de obras que o modernizaram relativamente. De acordo com artigo do professor da  Universidade Federal da Bahia, Everaldo Queiroz, “A história dos pescadores está enraizada nos índios Tupinambá, que habitavam a baía, na intrusão dos negros e dos europeus, cada um contribuindo com fragmentos de suas culturas para a exportação dos recursos marinhos. Reflexos nas pescarias e na forma de consumo dos frutos do mar – a culinária. Da jangada, passando pelas canoas, até os saveiros, uma história evolutiva que envolve, desde os recursos do manguezal, o ambiente recifal, praia e restinga, além da borda das matas, até o os recifes submersos”.

 

Desenvolvimento da BTS

postado por aleile @ 1:23 PM
1 de dezembro de 2011

De acordo com Luiz Caetano, prefeito de Camaçari e presidente da União dos Prefeitos da Bahia, “a importância do ecossistema marinho da Baía de Todos-os-Santos” é tamanha, que toda e qualquer intervenção que aconteça na região deve ser rigorosamente fiscalizada, para que a preservação da região esteja em primeiro lugar. Ele acredita que antes da revolução desenvolvimentista chegar, sejam elaboradas políticas e leis que garantam a preservação ambiental da região. “A construção da ponte Salvador Itaparica revolucionará o desenvolvimento de todos os municípios da BTS. Não apenas no quesito turístico, mas econômico, através da evolução do comércio e chegada de novas empresas”, afirma o gestor público.

Segundo ele, a UPB tem na BTS uma área estratégica para todo o estado, especialmente para os municípios do entorno. “É necessário que a política ambiental e os planos de desenvolvimento dos municípios do entorno estejam conectados, pois todos fazem parte e são responsáveis para preservação de um dos maiores patrimônios naturais do mundo”, acrescenta. A expectativa da entidade é os municípios da Região Metropolitana de Salvador e BTS tenham um impacto positivo a partir da realização da Copa de 2014 no Brasil e Salvador.

“Falando dos municípios da BTS, entendo que estes devem buscar junto aos ministérios recursos para melhorar a infraestrutura, qualificar os serviços de atendimento ao turista, investir na propaganda turística, aumentar a autoestima de seu povo, pois onde é bom para a comunidade, certamente será bom para o turista. Muitos turistas aproveitaram o clima da copa do mundo não para vir ao Brasil assistir os jogos, mas para conhecer nosso país. E com certeza as cidades da BTS serão privilegiadas com isso” pontua. Para a UPB, é fundamental o investimento de forma planejada no seu município, para que estejam preparados para copa. E depois da copa todo o investimento feito ficará.

“Num momento oportuno, seria importante a realização de um seminário, organizado pelo Estado com a parceria da UPB, com os municípios da BTS para explorarmos as potencialidades da região, frente as oportunidades da Copa do Mundo e do crescimento mundial do ecoturismo, tendo como foco, a preservação e conservação da região, buscando manter de forma benéfica a prática da pesca que assegura o sustento de inúmeras famílias, bem como para buscar garantir a oferta de serviços de qualidade para os moradores e turistas” conclui Luiz Caetano.

Governo do Estado propõe conjunto de investimentos

postado por aleile @ 12:38 PM
30 de novembro de 2011

Sistema Viário Oeste, com destaque para a Ponte Salvador-Itaparica, diminuição dos impactos ambientais e sociais que as obras trarão e o desenvolvimento socioeconômico da regiáo estão na pauta

Projeto da Ponte Salvador-Itaparica

O Governo do Estado da Bahia propõe um conjunto de quatro tipos de intervenções significativas para a Baía de Todos-os-Santos. Desse pacote, o principal projeto é o Sistema Viário Oeste, com destaque para a Ponte Salvador Itaparica, que deverá incrementar a urbanização da Ilha de Itaparica. A ponte terá 11,7 km de comprimento, 27 m, com seis vias de circulação, mais duas de acostamento, envolvendo um valor estimado em sete bilhões de reais. A expectativa de retorno em um prazo de 15 a 30 anos é de cinco a dez vezes o valor investido.

De acordo com o superintendente de Planejamento Estratégico da Secretaria de Planejamento – Seplan, Paulo Henrique Almeida, o Governo do Estado irá garantir uma série de investimentos prévios, melhorando a qualidade de vida das populações da Baía de Todos-os-Santos, dando resposta aos problemas já existentes. A previsão é de realização de intervenções de saneamento básico, segurança e infraestrutura. “A ponte permitirá que se tenha uma nova área industrial e serviços logísticos na região do Recôncavo, a exemplo do investimento nos estaleiros em São Roque do Paraguaçu”. Ainda do ponto de vista de circulação, essa ponte estabelecerá uma comunicação direta com conteiners vindos do Sul do  Estado.

O superintendente explica que a ponte trará impactos positivos, gerando soluções para problemas do Centro Antigo de Salvador. “Ela vai alavancar a produção de serviços no Centro Antigo e região da Cidade Baixa” acrescentou o gestor. A partir da ponte, será construído o Sistema Viário Oeste, proporcionando a duplicação das BA’s 001 e 046, nos trechos entre Bom Despacho, Nazaré e Santo Antônio de Jesus. Será ainda implantada a nova rodovia ligando os municípios de Santo Antônio de Jesus e Castro Alves e, a partir daí, haverá a duplicação da BA-493 até o entroncamento com a BR-116.

O Sistema Viário Oeste deverá transformar a Baía de Todos-os-Santos em um complexo portuário, fortalecendo a atuação integrada com o Porto de Salvador, Porto de Aratu e Terminal da Refinaria de Mataripe, além dos terminais privados, também situados na baía. A expectativa da Secretaria de Planejamento do Estado é que a atividade portuária cresça comessas iniciativas, bem como o avanço das obras de regasificação, nos terminais da Petrobras, bem como a implantação dos estaleiros em São Roque do Paraguaçu.

O terceiro projeto para a região visará mitigar os impactos ambientais e sociais, que essas obras trarão para a BTS, tendo uma atenção maior com a conservação do fundo da baía, onde se encontra uma riqueza incomensurável nos recifes de corais, além de iniciativas para a preservação dos manguezais e da qualidade de vida das comunidades tradicionais, espalhadas por toda a baía. O quarto bloco de intervenções representa, para Almeida, um dos grandes desafios: a compatibilização entre o desenvolvimento socioeconômico caminhando junto com a preservação socioambiental. Todas essas obras estão em fase de estudo e fundamentação, com finalização prevista para 2012.

Turismo- Por fim, a Seplan aposta que esse conjunto de medidas contribuirá pra o impulsionamento do turismo náutico na Baía de Todos-os-Santos, explorando o potencial da náutica de lazer para a região. De acordo com a Secretaria de Turismo, os investimentos no setor serão realizados por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur Bahia. A expectativa é não só aumentar o fluxo na região como também a taxa de permanência média do turista, que hoje gira em torno de sete dias. Para o Prodetur, a vocação para a náutica da BTS a eleva à condição de polo de referência do Ministério do Turismo para o desenvolvimento do turismo náutico no país.

“Serão realizados investimentos em infraestrutura náutica, com a requalificação e construção de atracadouros; reforma e implantação de estruturas de apoio ao turista; recuperação do patrimônio histórico-cultural, como o Museu Wanderley de Pinho, em Candeias; e criação de novos atrativos, como o Centro de Documentação e Memória da Cultura Negra do Recôncavo, em Cachoeira; além de investimentos em urbanização de orlas marítimas”. Paralelamente, a Setur está fazendo um levantamento de áreas públicas e dos incentivos fiscais municipais, com vistas a formar um portfólio para a captação de empreendimentos privados em hotéis, bases de charter, marinas e estações náuticas.

Segundo o superintendente Paulo Cesar Almeida, a ilha tem a renda média inferior no Estado, equivalendo a municípios do semiárido, porém, extremamente próxima à capital e a outros municípios de arrecadação e maior geração de riquezas. “Florianópolis e Vitória do Espírito Santo viveram uma situação semelhante e têm uma ponte equivalente e são cidades desenvolvidas e com qualidade de vida. Não devemos confundir preservação da cultura local com preservação da miséria local”, conclui.

Meio ambiente: o desafio do desenvolvimento sem degradação

postado por aleile @ 12:33 PM
30 de novembro de 2011

 

Eugênio Spengler, secretário de meio ambiente

A Baía de Todos-os-Santos é uma Área de Proteção Ambiental, contudo o seu plano de manejo ainda não está em funcionamento, tampouco o zoneamento econômico e ecológico. O fato de ser uma APA permite a atividade econômica e industrial com algumas restrições. De acordo com o Secretário de Meio Ambiente do Estado, Eugênio Spengler, o plano de manejo estará pronto até o final de 2012 e irá identificar quais áreas terão um uso mais restritos, bem como sinalizará quais deverão ser mais preservadas, estabelecendo o nivelamento e a restrição de sua exploração.

“Diante desse conjunto de obras propostas, temos algumas preocupações como o volume de empreendimentos ligados ao Porto de Salvador, a ampliação do Porto de Aratu e a construção dos estaleiros. Estamos atentos à situação do Recôncavo, com o saneamento básico e a permanência das atividades econômicas desenvolvidas pelas populações e comunidades tradicionais” revela o secretário.

Ele adianta que o Governo do Estado prevê ações articuladas com o Ministério da Pesca, bem como entre secretarias, buscando fortalecer as atividades de pesca e potencializar essa economia. “Essas pessoas têm o direito a continuar vivendo com a vida que elas escolheram ter. Nosso desafio é desenvolver, mantendo as condições de modelos de vida diferentes”, acrescentou Spengler.

Intervenções diretas para a diminuição de impactos ambientais e identificação de  zonas degradadas serão encampadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA. Para isso, estará em funcionamento o monitoramento das águas da Baía de Todos-os-Santos, associado ao monitoramento da qualidade do ar, a verificação da ocupação do solo e depósito de resíduos sólidos. Esses dados irão basilar a gestão. No que tange a degradação dos rios do Recôncavo, onde é significativa a contaminação das águas por metais pesados, o secretário explica que a Secretaria está identificando medidas para a recuperação das áreas degradadas.

Para o ambientalista José Augusto Saraiva, preservar a Baía de Todos-os-Santos é preservar a nossa identidade cultural. Em sua avaliação, a situação da baía está em estado de emergência e demanda de intervenções urgentes, além de compromisso sério ligado à navegação. “A APA foi criada há doze anos, ainda na gestão do Governador César Borges e de lá para cá pouco se avançou. Sem o plano de manejo e sem o zoneamento ecológico econômico, veremos o que já acontece de acúmulo de efeitos e impactos ambientais, sem respostas ágeis de combate” pontuou o Mestre em Engenharia Ambiental Urbana.

“Temos anos de ocupação desordenada nos municípios do entorno da baía e nas  ilhas, falta saneamento básico, o lixo é depositado sem tratamento, o esgoto jogado nos manguezais e assistimos ao presente drama da Baía do Iguape, uma reserva ambiental reconhecida, onde vive uma comunidade quilombola, e que em breve terá instalado esse conjunto de  estaleiros, que certamente vai interferir na atividade pesqueira e na qualidade das águas”, enumerou . Ele acredita que o impacto será tão severo, que poderá afetar  significativamente o ecossistema local. “Essas obras, ao meu ver, promovem o sepultamento das comunidades de pescadores”, critica o ambientalista.

BTS e suas ilhas

postado por aleile @ 4:55 PM
24 de novembro de 2011

Na BTS há ao todo 56 ilhas espalhadas, com maior destaque para Itaparica, Madre de Deus, Ilha de Maré, Ilha dos Frades entre outras. Sua formação compõe uma espécie de ancoradouro natural. Lá estão a Baía de Aratu, a Baía de Iguape, os municípios de Salvador, Cachoeira, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragojipe, Salinas das Margaridas, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.

Ilha de Itaparica - Itaparica é a maior e mais importante ilha da Baía de Todos-os-Santos, com uma extensão de recifes de corais de 15 km, uma das maiores do país e guardando uma diversidade tão significativa, como se houvesse uma floresta tropical, sob o mar. Dividida entre Itaparica e Vera Cruz, a ilha guarda uma beleza natural grande e possui um  imenso potencial turístico. No passado, suas águas minerais elevaram a região ao nível de Estância Hidromineral, em 1937. Hoje alguns dos seus rios se encontram poluídos e o saneamento básico é um desafio da região, bem como o abastecimento de água tratada. Do lado de Itaparica, estão os povoados de Porto Santo, Manguinhos, Amoreiras e Ponta de Areia. A sede do município de Vera Cruz é Mar Grande, além dos povoados de Penha, Barra do Gil, Coroa, Barra do Pote, Conceição, Barra Grande, Tairu, Aratuba, Berlinque e Cacha Prego, além da sede do município, Mar Grande.
Acesso: Para chegar à Ilha, o acesso mais frequente é o Ferry Boat ou Catamarã até o terminal de Bom Despacho. Do Terminal Marítimo de Salvador, partem a cada meia hora, lanchas para Mar Grande. Por Nazaré das Farinhas, há acesso a Ilha, pela BR-324.

Ilha de Maré - Tão perto de Salvador, a 20 minutos de distância de barco, a Ilha de Maré parece um recanto perdido no tempo, por guardar uma beleza tão abundante e um clima de comunidade tradicional. Lá, a principal forma de subsistência ainda é a pesca, a mariscagem e o artesanato, feito geralmente com materiais retirados do próprio mar. Ilha de Maré pertence ao município de Salvador e está localizada na parte central da Baía de Todos-os-Santos. Entre as belas praias da ilha estão Itamoabo, a Praia ou Bacia das Neves, a Grande, a de Santana e a do Botelho ou Oratório de Maré. Maré não possui água doce e se por um lado, seu lado primitivo a faz um pequeno paraíso, por outro, há questões de infraestrutura que dificultam a melhoria da qualidade de vida da população. O fato de não haver contato terrestre entre a ilha e o continente, deixa a ilha isolada e distanciada de uma atenção mais forte do poder público. Entre os atrativos culturais estão as igrejas Senhora Santana, do século XIX, e Nossa Senhora das Neves, construída no século XVI.
Acesso: Barcos se dirigem para Ilha de Maré de hora em hora, das 8h às 18h, no Terminal de São Tomé de Paripe (outra praia exuberante, ao lado da praia de Inema, cercada para acesso exclusivo da Marinha).

Ilha de Madre de Deus - Na década de 60, o município começou a mudar de feições com a instalação do terminal marítimo da Petrobras, elevado hoje a um dos mais importantes na Bahia. A 70 km de Salvador, Madre de Deus possui aproximadamente 15 mil habitantes. A economia local gira em torno da exploração petrolífera, embora a pesca tenha um lugar vital na geração de renda das comunidades da ilha, que ainda guarda a exuberância característica da Baía de Todos-os-Santos. Se por um lado a atividade petrolífera impulsionou a economia local, por outro, as agressões ambientais marcam a história recente da região. Com posição estratégica, Madre de Deus abre caminho para outras ilhas da baía, como Ilha dos Frades, Bom Jesus dos Passos entre outras. Entre as praias, destacam-se Suape, da Costa e do Cação.
Acesso: carro ou ônibus no Terminal Rodoviário de Salvador e na Estação da Lapa.

Ilha do Medo - Cheia de histórias e lendas. Assim é a Ilha do Medo, primeira Estação Ecológica da Baía de Todos-os-Santos, tombada oficialmente por lei municipal de 1991, pertencendo à Área de Proteção Ambiental da Baía de Todos-os-Santos. São várias as histórias que justificam o nome da ilha: um padre teria ficado vagando na ilha, depois de ter se recusado a celebrar uma missa, para o qual foi pago. Sua alma ficara presa na ilha, cujos gritos e uivos assustavam os pescadores que passavam próximo a ela. Também contase que os holandeses que não conseguiram voltar ficaram presos nela, sem ter recursos para sobreviver. Há também histórias de que ela servira de asilo para doentes de lepra e cólera-morbo. Uma última lenda explica que os negros escravos faziam trabalhos para amedrontar seus senhores e os jesuítas. Os brancos, em resposta, colocaram na ilha gatos selvagens, cujos descendentes ainda habitam a área – conta-se. A vegetação que sobressai na ilha é a restinga e é grande a presença de mangues. Pertencente ao município de Itaparica, a Ilha do Medo possui uma área total de 12 mil metros quadrados.

Ilha dos Frades - Uma das mais belas ilhas da Baía de Todos-os-Santos. Assim é Ilha dos Frades, uma das menores da baía, localizada exatamente no centro da baía e trazendo em si um formato de uma estrela de quinze pontas e em cada extremidade, uma bela praia. Tombada desde 1982 como Reserva Ecológica, a ilha possui espécies de mata atlântica, com arvores nativas exuberantes, entre elas o pau-brasil. Pertencente a Salvador, a ilha guarda esse nome por conta da morte de dois frades jesuítas, mortos pelos índios tupinambás, que nela habitavam. Sua posição era estratégica na distribuição dos negros escravos, que chegavam e nela ficavam de quarentena, até serem mandados para os engenhos no Recôncavo. As ruínas do lazareto ainda existem no local, assim como ruínas de duas pequenas igrejas (Nossa Senhora do Loreto e Nossa Senhora de Guadalupe) e uma antiga casa de farinha. A população que vive no local é bastante tradicional, vivendo da pesca, mas também do funcionamento das barracas de praia, que recebem os turistas que chegam nos barcos todas as manhãs, mais especificamente na Ponta de Nossa Senhora. Outra praia bastante bonita e importante da ilha é Paramana, além de Loreta, Viração, Tobar e Praia da Costa.
Acesso: O acesso se dá apenas de barco ou lancha, alugado no terminal de Madre de Deus. Normalmente, as embarcações deixam os tripulantes em Paranama ou em Ponta de Nossa Senhora.

Bom Jesus dos Passos - Assim como a Ilha dos Frades, Bom Jesus dos Passos pertenceu ao senhor Gabriel Soares, um misto de benfeitor e coronel latifundiário e até a chegada dos portugueses, era habitada por tribos tupinambás. Bom Jesus dos Passos fica localizada entre as Ilhas de Madre de Deus e dos Frades. Sua população também guarda traços tradicionais, tirando a subsistência da pesca e da carpintaria. O visual é bastante exuberante e belo, com duas praias próprias para banho: Padre e Pontinha. Ainda estão erguidos o Solar dos Duarte, as fontes da Rua, do Porrãozinho e Grande, e a capela de Nossa Senhora da Conceição.
Acesso: O acesso é de barco fretado, partindo do terminal de Madre de Deus.

Ilha Bimbarras - Exemplo de preservação ambiental na Baía de Todos-os-Santos, a Ilha de Bimbarras fica localizada a 17 milhas náuticas de Salvador e conta com projeto de turismo náutico. O projeto prevê uma prática de turismo de baixa densidade, associado a práticas de preservação e recuperação ambiental. Projeta-se o funcionamento de uma fazenda inteiramente produtiva no centro da ilha, com exploração pecuária, cultivo de árvores frutíferas tropicais e maricultura. A mata atlântica se encontra ainda bastante preservada, bem como o local é um reduto de espécies raras de pássaros. A ilha é de propriedade particular e pertence ao grupo Bimbarras Agropecuária S/A.
Acesso: lancha ou barco próprios, ou alugados.

Ilha Matarandiba - Posicionada entre a ilha e o continente, bem próxima à ponte do Funil, a Ilha Matarandiba é uma parada obrigatória para a contemplação e seu acesso se dá apenas de barco ou iate. Possui a cachoeira de Tororó, em Itaparica, cujo acesso se dá apenas pelo mar, além das Fontes de Arcanjinhas e Fonte da Quarta.
Acesso: de barco ou escuna particular.

Ponta do Garcês - No limite entre a Baía de Todos-os-Santos e o Sul do Estado, localizada na cidade de Jaguaripe, a Ponta do Garcês possui 8 km de praias, guardando um ecossistema precioso, com uma Mata Atlântica bastante presente. Nela está a foz do Rio Jaguaripe, a Lagoa dos Garcês, e em suas matas há espécies de bromélias azuis, vermelhas e amarelas, além de espécies raros de lobo-guará e porco-do-mato.
Acesso: de barco ou escuna particular

Baía do Iguape - No coração do Recôncavo, a Baía do Iguape está inserida na Baía de Todos-os-Santos e recebe as águas do Rio Paraguaçu, situado no município de Maragogipe. O município ainda conserva a força das tradições ancestrais e a cultura do quilombo. A população sobrevive da pesca, do fumo e do artesanato. Do ponto de vista ambiental era uma área das mais preservadas, com uma extensa área de manguezal, Mata Atlântica e biodiversidade, o que justificou a criação da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape e uma Unidade de Conservação. A população hoje se vê ameaçada pela criação do Polo Industrial Naval na região, proposto pelo Governo do Estado, o que deverá alterar significativamente as feições dessa região, considerada como um santuário ecológico. Na área serão instalados três estaleiros.
Acesso: por meio da praia de Ponta de Souza, em Maragojipe.

Quadrante Nordeste de Baía de Todos-os-Santos – É a região da Baía de Todos os Santos que concentra toda a atividade industrial. Foi exatamente nessa região que se instalou a primeira Refinaria de Petróleo do país, a Landulfo Alves, na década de 50. E é para aí, que também constam novos investimentos da Petrobras e a implantação de novas usinas termoelétricas. Quatro municípios em continente se encontram nessa área: Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, além da ilha de Madre de Deus e uma porção de Salvador. A presença dessa atividade industrial tão intensa faz dessa área uma das mais vulneráveis e impactadas ambientalmente dentro da baía, nela concentram-se a Refinaria Landulfo Alves de Mataripe e o Complexo Portuário de Aratu.Estudos ambientais demonstram a presença de metais pesados nas águas, a exemplo do chumbo.
Acesso: há ônibus saindo do Terminal Rodoviário de Salvador para esses municípios do quadrante,bem como o acesso pode ser feito pela BR-324.

Degradação da área é resultado de processo histórico

postado por aleile @ 7:20 PM
18 de novembro de 2011

 

A tradição econômica da região acabou tendo como uma das suas consequências a ocupação desordenada. Para os estudiosos do assunto, todos os problemas atuais são decorrentes desse fato e só projetos de urbanização podem ajudar a resolvê-los

Lançamentos de efluentes domésticos e industriais, ocupação desordenada do solo, desmatamento, disposição inadequada de resíduos sólidos e pesca com bomba. Esses são alguns dos principais fatores que, ao longo de 510 anos, têm contribuído para a degradação da Baía de Todos-os-Santos. Hoje considerada Área de Proteção Ambiental (APA) e uma região vital para a garantia da sustentabilidade da economia das comunidades que vivem no seu entorno, a baía conta com uma série de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para sua requalificação e preservação.

A professora do curso de Engenharia Ambiental da Unifacs, Marion Dias, lembra que, ao longo dos anos, a BTS teve seu cenário natural alterado. “A área passou a ser caracterizada também pela presença de indústrias e habitações espontâneas que causaram por sua vez impactos significativos para a qualidade ambiental da região. O acúmulo de contaminantes por décadas, iniciado em um período onde não havia uma preocupação nem regulamentações específicas que limitassem o seu lançamento no meio ambiente, proporciona hoje uma condição de difícil regeneração”, analisa Marion, que é mestre em Engenharia Ambiental Urbana.

Ela ressalta que um dos problemas é a falta de planejamento urbano motivada pela exclusão socioeconômica originou a ocupação espontânea. Esse processo gerou uma concentração populacional que hoje sofre os efeitos da expansão industrial vivida pela região, pois está inserida no meio impactado e usufrui de parte dos recursos naturais oferecidos, a exemplo dos pescadores e marisqueiras.

“Essa população também é vítima de si mesma, pois devido à precariedade dos serviços de saneamento, gera e descarta aleatoriamente seus resíduos (lixo e esgotos domésticos) que trazem consequências sobre a saúde local”, diz a professora da Unifacs, que atualmente ensina as disciplinas Água e Qualidade Ambiental e Saneamento Ambiental.

Na sua avaliação, a promoção da requalificação ambiental da BTS requer mudanças que vão além das determinadas na legislação ambiental, que estabelece parâmetros, define  critérios e exige técnicas apropriadas. “Este trabalho exige também que todo o passivo adquirido anteriormente a esta regulamentação ambiental seja minimizado, a fim de que progressivamente se alcance condições para se chegar ao equilíbrio ambiental”.

Soluções - A especialista pondera que é difícil estabelecer quais medidas especificamente pudessem reduzir em um tempo predeterminado todos os problemas sofridos hoje pela BTS.  “Mas, com certeza, em grande parte dos casos, o tempo necessário será muito maior que aquele que levou às condições de hoje”. Ela acredita, no entanto, que há medidas que podem evitar o crescimento do problema, a exemplo do fim da expansão industrial na região e a implantação de uma infraestrutura adequada para a promoção da saúde, qualidade do meio ambiente e consequente melhoria de vida da população.

Lembra também que a BTS corresponde a uma área extensa e com características e níveis de impactos diferentes e esses aspectos podem vir a dificultar, técnica e financeiramente, ações de ordem macro, voltadas para a preservação. Marion enfatiza que essas ações não devem ser parciais ou mesmo temporárias e envolver apenas o poder público.

“É importante, ao agir, identificar toda a extensão do impacto e atuar em toda a sua dimensão, envolvendo a população fazendo-a participante e co-responsável pelo espaço, pois desta forma poderão ser alcançados resultados satisfatórios e duradouros. Além disso, deve-se incentivar a população a participar do processo de busca de soluções, a fim de que ela se aproprie do lugar onde mora, não apenas no sentido de posse, mas também no de cuidado e preservação de um espaço com riquezas naturais”, resume a professora e engenheira ambiental.

Criado a partir da junção de duas autarquias da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – o Instituto do Meio Ambiente (Ima), o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) têm a atribuição de atuar em articulação com os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e com a sociedade civil organizada, a fim de dar mais agilidade e qualidade aos processos ambientais. Neste contexto está inserido o trabalho de monitoramento, promoção da qualidade e preservação da APA da Baía de Todos-os-Santos.

O diretor-geral do instituto, Júlio Mota, é mais um que ressalta a importância histórica da BTS para a economia do Estado. “Isso se dá desde o período da cana-de-açúcar, quando a baía fazia a ligação entre o Recôncavo e a capital, o que continuou realizando mais tarde, durante o ciclo do fumo. Depois, no século XX, veio a instalação da Refinaria  Landulfo Alves, que atraiu novos projetos industriais para a região”.

Mota explica que essa tradição econômica acabou tendo como uma de suas consequências a ocupação desordenada da área e todos os problemas decorrentes deste fato. Um exemplo é o crescimento da população de Salvador que saiu de cerca de 450 mil habitantes, na década de 60 para os atuais 3 milhões, uma verdadeira explosão habitacional sem investimentos em infraestrutura à altura.

“Com toda essa concentração populacional na área do município de Salvador, só se consegue avançar na melhoria das condições da Região da Baía de Todos-os-Santos com investimento em urbanização, melhorias habitacionais, obras de macro e micro drenagem”, diz o diretor do Inema, lembrando que a instalação de indústrias e outras atividades comerciais acabam por contribuir para piorar a qualidade da área.

Júlio Mota destaca que o Governo do Estado vem desenvolvendo uma série de ações, muitas delas articuladas com parceiparceiros públicos e privados, para dar soluções aos principais problemas enfrentados pela BTS. Uma dessas iniciativas resultou em um convênio de cooperação técnica firmado há cerca de um ano entre o Inema, o Instituto Brasileiro do meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Companhia de Docas da Bahia (Codeba) e Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) para um programa de monitoramento do ar, das águas e dos sedimentos da baía.

Com um investimento total de R$ 3 milhões, o convênio inclui o biomonitoramento de indústrias e comunidades próximas de Aratu, Candeias, Madre de Deus e Ilha de Maré. Nesse estudo, as comunidades indicam quais os organismos que mais consomem e são analisados pelos técnicos para identificar seus níveis de contaminação. O trabalho envolve ainda a instalação de seis estações de monitoramento do ar e da água.

De ponto de vista de obras físicas, Julio Mota conta que a Embasa está investindo mais R$ 200 milhões, de recursos financiados, e R$ 60 milhões, de verbas da União, para ampliar o esgotamento sanitário de municípios da região e retirar o esgotamento da área da baía.

O diretor do Inema revela que o Governo do Estado está contratando o Plano de Manejo da APA da BTS, que também resultará em um diagnóstico para ajudar no monitoramento da água da baía. Além disso, a Sema lançou em setembro o Plano da Bacia do Paraguaçu, rio cuja vida econômica e social tem impacto diretamente na BTS. O termo de referência também prevê a elaboração dos planos de Recursos Hídricos, de Conservação da Biodiversidade e da Proposta de Enquadramento dos Corpos de Água e do Cadastro dos Usuários de Recursos Hídricos das bacias hidrográficas.

O objetivo é definir ações estratégicas para sua sustentabilidade hídrica a curto, médio e longo prazos. Segundo o diretor do Inema , no próximo ano será a vez da Bacia do Recôncavo, que tem o Subaé como um dos principais rios. “Com todas essas ações, o Governo do Estado está sistematizando informações de forma a entender o que de fato está acontecendo na área da BTS”.

Quando concluída, a obra vai reduzir significativamente a emissão de efluentes industriais lançados nas águas

Demosthenes Carvalho, diretor de Monitoramento, Águas e Efluentes da Cetrel

Projetado pela Cetrel, o Emissário Candeias é aguardado como uma das intervenções que devem causar maior impacto positivo na preservação da Baía de Todos-os-Santos. Quando  concluída, a obra vai reduzir significativamente a emissão de efluentes industriais lançados nas águas da baía que passarão a ser transportados até a Estação de Tratamento da Cetrel, em Camaçari, e lançados em mar aberto, pelo emissário submarino.

A expectativa é que a obra contribua a recuperação e conservação do ecossistema da baía e a melhoria de vida da população que vive no seu entorno. Segundo o diretor de Monitoramento, Águas e Efluentes da Cetrel, Demosthenes Carvalho, o projeto prevê a construção de 70 quilômetros de tubulação que ligarão as unidades da Dow Aratu, da Refinaria Landulfo Alves (Petrobras) e da Proquigel, todas localizadas na área do município de Candeias, à estação de tratamento da Cetrel. Um ramal sairá de cada empresa. Em um determinado ponto cada um deles será interligado a uma estrutura única que levará os efluentes já tratados das indústrias até a Estação da Cetrel.

Da estação, o material será lançado pelo emissário submarino a 5 quilômetros da costa, em mar aberto, facilitando as condições de dispersão que são muito mais reduzidas dentro da área limitada da baía.

“É importante ressaltar que todas essas empresas já fazem o tratamento de seus efluentes. Mas, ao lançá-los em mar aberto em vez das águas da baía, garantimos a redução dos riscos de acidentes”, explica Demosthenes Carvalho. De acordo com ele, o emissário de Candeias seguirá inteiramente por via terrestre e terá capacidade de vazão de 3.600 metros cúbicos por hora, volume acima da produção atual de efluentes descartados pelas três unidades industriais estimada em 2.300 metros cúbicos.

Pelo projeto, o emissário será construído pela Cetrel que disponibilizará sua utilização para as empresas, mediante pagamento pela prestação de serviço. Segundo o diretor da Cetrel, a obra tem prazo de conclusão de dois anos, a partir de seu início. “Trata-se de uma obra de grande importância para as empresas, que passam a contar com mais tranquilidade para o desenvolvimento de suas operações e também para futuros projetos de ampliação. Além disso, sua imagem também é beneficiada por estar relacionada a investimentos em sustentabilidade”, afirma.

Incentivo para novos projetos

postado por aleile @ 5:26 PM
11 de novembro de 2011

O diretor de Monitoramento, Águas e Efluentes da Cetrel destaca ainda que a obra terá impacto direto na melhoria  do relacionamento das empresas com as comunidades vizinhas às suas instalações. “Não podemos esquecer a importância da Baía de Todos-os-Santos  para a economia das comunidades do seu entorno. Ao retirar os efluentes das suas águas, contribuiremos para o desenvolvimento de projetos em outras áreas como o turismo e a pesca”, coloca Demosthenes Carvalho.

O diretor de Relações Institucionais da Proquigel Química S/A, Roberto Fiamenghi, explica que o projeto do emissário terrestre é de grande importância para a empresa. “Vamos ganhar muito em segurança ao lançarmos nossos efluentes através do emissário submarino da Cetrel”. Segundo ele, o projeto conta com todo o apoio do Governo do Estado pelos benefícios que vai trazer à área da BTS ao deixá-la livre de efluentes industriais.

Fiamenghi reconhece que a redução dos riscos de contaminação também é importante para a marca da empresa. “Não é interessante para nenhuma indústria estar relacionada à  possibilidade de um problema de contaminação”. Ele acredita que é cada vez maior a conscientização entre as indústrias sobre o seu papel.

“Todos sabemos do potencial da baía para empreendimentos em diferentes  áreas, a exemplo da pesca e do turismo. Nossa expectativa, agora, é que o projeto do emissário terrestre deslanche logo e seja concluído com a maior rapidez possível”, afirma o diretor da Proquigel.

Empresas Envolvidas - Empresa de Soluções Ambientais, começou a operar em 1978, juntamente com as demais indústrias do Polo Industrial de Camaçari, sendo responsável, desde então, pelo tratamento e disposição final dos efluentes e resíduos industriais, bem como pelo monitoramento ambiental do maior complexo industrial integrado da América Latina e de toda a sua área de influência. A Cetrel surgia, então, como a primeira empresa brasileira voltada para a proteção ambiental integrada de um complexo industrial de grande porte – um conceito inovador, em uma época em que os aspectos ambientais não se alinhavam entre as principais preocupações na implantação de grandes empreendimentos industriais. A Cetrel também investe em projetos inovadores com foco na reutilização de resíduos que antes seriam transformados em passivo ambientais. Privatizada em 1991, a Cetrel hoje é controlada pela Braskem, mas também possui como acionistas o Governo do Estado da Bahia e outras indústrias do Polo Industrial de Camaçari. 

Dow Aratu

O complexo industrial de Aratu da Dow, o maior do Brasil, está localizado em Candeias (BA), a cerca de 37 quilômetros da capital do Estado. Esta unidade iniciou suas operações em 1977. Hoje, abrange duas fábricas diferentes e é a única produtora de óxido de propileno e propilenoglicol na América Latina. Além disso, é responsável pela produção de ácido clorídrico, soda cáustica e percloroetileno. Presente no Brasil desde 1956, a Dow emprega cerca de 2,300 pessoas em 17 unidades fabris, cinco centros de  pesquisa e a Diamond Tower, nova sede da Companhia na América Latina, localizada na cidade de São Paulo (SP). As principais unidades de produção e pesquisa da Dow no Brasil estão localizadas nos Estados da Bahia (Aratu, Camaçari e Vera Cruz) e São Paulo (Guarujá, Jacareí, Pindamonhangaba, Franco da Rocha, Jundiaí, Mogi Mirim e São Paulo). Em 2009, a Dow Brasil registrou vendas de US$ 2,3 bilhões.

Refinaria Landulpho Alves

Com mais de 60 anos, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), foi fundada em 1950, no município de Candeias, para processar o petróleo produzido no Recôncavo Baiano.  Uma das primeiras unidades de refino do Brasil, a RLAM tem capacidade para processar até 323 mil barris de petróleo por dia e é a nossa segunda maior  refinaria em capacidade instalada e complexidade. Nela funciona a maior unidade de craqueamento catalítico (fracionamento do petróleo com o uso de catalisadores) de resíduos da América Latina. Também conta com uma fábrica de asfalto, parques de armazenamento para petróleo e derivados, estações de carregamento rodoviário, uma estação de medição para produtos acabados, uma central termelétrica, uma estação de tratamentos de efluentes industriais e um sistema de tratamento de águas. A RLAM coloca a cada dia no mercado dezenas de derivados, incluindo gasolina, diesel, GLP (gás de cozinha), nafta, óleos lubrificantes, parafinas, n-parafinas, solventes e querosene de aviação. Os produtos abastecem principalmente os estados da Bahia e de Sergipe, mas são também enviados para clientes do sul e sudeste do país, além de exportados para países como Estados Unidos e Argentina.

Proquigel

A Proquigel Química S/A é uma empresa do grupo Unigel, localizada em Candeias, que atua na fabricação de intermediários para plastificantes, resinas e fibras. A Unigel iniciou seus investimentos na área de matérias-primas nos anos 60. Hoje, é um dos maiores grupos empresariais brasileiros, com grande presença nos segmentos de especialidades químicas, fertilizantes, plásticos e embalagens. No segmento de químicos, a Unigel é uma importante produtora de intermediários orgânicos, fabricando produtos como acrilonitrila (AN), metacrilatos (MMA e EMA), acrilatos (EA) e estireno. No segmento de fertilizantes, a empresa é a maior produtora de sulfato de amônio na América Latina. No segmento de plásticos, a empresa fabrica poliestireno, resinas acrílicas e de policarbonato, chapas acrílicas (cast e extrudadas) e de policarbonato, além de filmes de policarbonato. Com 15 plantas estrategicamente localizadas no Brasil e no México, suas 11 empresas produzem matérias-primas que são utilizadas em diversas indústrias, tais como: automobilística, têxtil, de construção civil, de embalagens, agrícola, de mineração e de eletroeletrônicos. Suas exportações são destinadas à Europa, aos Estados Unidos e a países da Ásia e da América Latina.



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