Meio ambiente: o desafio do desenvolvimento sem degradação

postado por aleile @ 12:33 PM
30 de novembro de 2011

 

Eugênio Spengler, secretário de meio ambiente

A Baía de Todos-os-Santos é uma Área de Proteção Ambiental, contudo o seu plano de manejo ainda não está em funcionamento, tampouco o zoneamento econômico e ecológico. O fato de ser uma APA permite a atividade econômica e industrial com algumas restrições. De acordo com o Secretário de Meio Ambiente do Estado, Eugênio Spengler, o plano de manejo estará pronto até o final de 2012 e irá identificar quais áreas terão um uso mais restritos, bem como sinalizará quais deverão ser mais preservadas, estabelecendo o nivelamento e a restrição de sua exploração.

“Diante desse conjunto de obras propostas, temos algumas preocupações como o volume de empreendimentos ligados ao Porto de Salvador, a ampliação do Porto de Aratu e a construção dos estaleiros. Estamos atentos à situação do Recôncavo, com o saneamento básico e a permanência das atividades econômicas desenvolvidas pelas populações e comunidades tradicionais” revela o secretário.

Ele adianta que o Governo do Estado prevê ações articuladas com o Ministério da Pesca, bem como entre secretarias, buscando fortalecer as atividades de pesca e potencializar essa economia. “Essas pessoas têm o direito a continuar vivendo com a vida que elas escolheram ter. Nosso desafio é desenvolver, mantendo as condições de modelos de vida diferentes”, acrescentou Spengler.

Intervenções diretas para a diminuição de impactos ambientais e identificação de  zonas degradadas serão encampadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA. Para isso, estará em funcionamento o monitoramento das águas da Baía de Todos-os-Santos, associado ao monitoramento da qualidade do ar, a verificação da ocupação do solo e depósito de resíduos sólidos. Esses dados irão basilar a gestão. No que tange a degradação dos rios do Recôncavo, onde é significativa a contaminação das águas por metais pesados, o secretário explica que a Secretaria está identificando medidas para a recuperação das áreas degradadas.

Para o ambientalista José Augusto Saraiva, preservar a Baía de Todos-os-Santos é preservar a nossa identidade cultural. Em sua avaliação, a situação da baía está em estado de emergência e demanda de intervenções urgentes, além de compromisso sério ligado à navegação. “A APA foi criada há doze anos, ainda na gestão do Governador César Borges e de lá para cá pouco se avançou. Sem o plano de manejo e sem o zoneamento ecológico econômico, veremos o que já acontece de acúmulo de efeitos e impactos ambientais, sem respostas ágeis de combate” pontuou o Mestre em Engenharia Ambiental Urbana.

“Temos anos de ocupação desordenada nos municípios do entorno da baía e nas  ilhas, falta saneamento básico, o lixo é depositado sem tratamento, o esgoto jogado nos manguezais e assistimos ao presente drama da Baía do Iguape, uma reserva ambiental reconhecida, onde vive uma comunidade quilombola, e que em breve terá instalado esse conjunto de  estaleiros, que certamente vai interferir na atividade pesqueira e na qualidade das águas”, enumerou . Ele acredita que o impacto será tão severo, que poderá afetar  significativamente o ecossistema local. “Essas obras, ao meu ver, promovem o sepultamento das comunidades de pescadores”, critica o ambientalista.

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