Criado a partir da junção de duas autarquias da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – o Instituto do Meio Ambiente (Ima), o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) têm a atribuição de atuar em articulação com os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e com a sociedade civil organizada, a fim de dar mais agilidade e qualidade aos processos ambientais. Neste contexto está inserido o trabalho de monitoramento, promoção da qualidade e preservação da APA da Baía de Todos-os-Santos.

O diretor-geral do instituto, Júlio Mota, é mais um que ressalta a importância histórica da BTS para a economia do Estado. “Isso se dá desde o período da cana-de-açúcar, quando a baía fazia a ligação entre o Recôncavo e a capital, o que continuou realizando mais tarde, durante o ciclo do fumo. Depois, no século XX, veio a instalação da Refinaria  Landulfo Alves, que atraiu novos projetos industriais para a região”.

Mota explica que essa tradição econômica acabou tendo como uma de suas consequências a ocupação desordenada da área e todos os problemas decorrentes deste fato. Um exemplo é o crescimento da população de Salvador que saiu de cerca de 450 mil habitantes, na década de 60 para os atuais 3 milhões, uma verdadeira explosão habitacional sem investimentos em infraestrutura à altura.

“Com toda essa concentração populacional na área do município de Salvador, só se consegue avançar na melhoria das condições da Região da Baía de Todos-os-Santos com investimento em urbanização, melhorias habitacionais, obras de macro e micro drenagem”, diz o diretor do Inema, lembrando que a instalação de indústrias e outras atividades comerciais acabam por contribuir para piorar a qualidade da área.

Júlio Mota destaca que o Governo do Estado vem desenvolvendo uma série de ações, muitas delas articuladas com parceiparceiros públicos e privados, para dar soluções aos principais problemas enfrentados pela BTS. Uma dessas iniciativas resultou em um convênio de cooperação técnica firmado há cerca de um ano entre o Inema, o Instituto Brasileiro do meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Companhia de Docas da Bahia (Codeba) e Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) para um programa de monitoramento do ar, das águas e dos sedimentos da baía.

Com um investimento total de R$ 3 milhões, o convênio inclui o biomonitoramento de indústrias e comunidades próximas de Aratu, Candeias, Madre de Deus e Ilha de Maré. Nesse estudo, as comunidades indicam quais os organismos que mais consomem e são analisados pelos técnicos para identificar seus níveis de contaminação. O trabalho envolve ainda a instalação de seis estações de monitoramento do ar e da água.

De ponto de vista de obras físicas, Julio Mota conta que a Embasa está investindo mais R$ 200 milhões, de recursos financiados, e R$ 60 milhões, de verbas da União, para ampliar o esgotamento sanitário de municípios da região e retirar o esgotamento da área da baía.

O diretor do Inema revela que o Governo do Estado está contratando o Plano de Manejo da APA da BTS, que também resultará em um diagnóstico para ajudar no monitoramento da água da baía. Além disso, a Sema lançou em setembro o Plano da Bacia do Paraguaçu, rio cuja vida econômica e social tem impacto diretamente na BTS. O termo de referência também prevê a elaboração dos planos de Recursos Hídricos, de Conservação da Biodiversidade e da Proposta de Enquadramento dos Corpos de Água e do Cadastro dos Usuários de Recursos Hídricos das bacias hidrográficas.

O objetivo é definir ações estratégicas para sua sustentabilidade hídrica a curto, médio e longo prazos. Segundo o diretor do Inema , no próximo ano será a vez da Bacia do Recôncavo, que tem o Subaé como um dos principais rios. “Com todas essas ações, o Governo do Estado está sistematizando informações de forma a entender o que de fato está acontecendo na área da BTS”.

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