Baía recebe em média 300 embarcações por dia

postado por aleile @ 4:18 PM
10 de novembro de 2011

Do ponto de vista econômico, o potencial da navegabilidade na BTS é nítido, pois apresenta um canal de entrada naturalmente navegável e canais internos profundos, o que, desde sempre foi um elemento facilitador do desenvolvimento

A Baía de Todos-os-Santos tem um potencial de navegabilidade expressivo na história do país desde o seu início. Assim como no passado, por aqui, passam embarcações dos portes mais variados, influenciando todo o Estado da Bahia, além de influenciar na circulação de embarcações que partem para o sudoeste e o sul dos Estados de Pernambuco e Sergipe. De acordo com informações da Capitania dos Portos, a Baía de Todos-os-Santos recebe diariamente 300 embarcações, tendo em vista a existência de diversos terminais ortuários, terminais hidroviários de transporte de veículos e passageiros, estaleiros, marinas, clubes náuticos e colônias de pescadores, assim distribuídas.

A Baía de Todos-os-Santos (BTS) ofereceu a proteção que os primeiros colonizadores precisavam para se estabelecer. Por sua riqueza, garantiu-lhes o sustento; por sua capilaridade, contribuiu para o acesso aos domínios distantes do litoral e, em um momento posterior, para o escoamento da produção. Essa centralidade da BTS tem perpassado os séculos e a fez testemunha de ciclos econômicos e culturais extremamente importantes para o desenvolvimento do Estado da Bahia. De acordo com João Bosco Monteiro Queiroz, da Capitania dos Portos, “circulam na BTS diversas categorias e classes de navios mercantes, tais como de passageiros, graneleiros, petroleiros, roll-on/roll-off, conteineiros, gaseiros, químicos, rebocadores de apoio marítimo e de apoio portuário”.

Médio Porte - A Baía de Todos-os-Santos conta com os seguintes terminais portuários: Porto de Salvador, Porto de Aratu, Terminal de Madre de Deus, estaleiro de São Roque do Paraguaçu, Terminal da GERDAU/USIBA, Terminal da DOW Química, Terminal Portuário Cotegipe, Estaleiro BELOV Engenharia e Terminal Miguel de Oliveira (FORD).

Segundo a Capitania dos Portos, “há também um elevado número de embarcações de médio porte para transporte de veículos e/ou passageiros, tais como os ferry-boats, lanchas rápidas, catamarãs e escunas”. Estas embarcações movimentam os terminais hidroviários de São Joaquim/ Bom Despacho, Salvador/Mar Grande, Salvador/Morro de São Paulo, Ribeira/ Plataforma, São Tomé de Paripe/Ilha de Maré e Madre de Deus/Paramana.

Do ponto de vista econômico, o potencial  da navegabilidade na BTS é nítido, pois apresenta um canal de entrada naturalmente navegável e canais internos profundos, o que, desde sempre, foi um elemento facilitador do desenvolvimento da região. Dentre as 74 Colônias de Pescadores do  Estado da Bahia, 21 estão localizadas na BTS, que se dedicam à  atividade pesqueira marinha artesanal, empregando cerca de 6.500 embarcações, distribuídas em barco a vela, bote a remo, bote de alumínio, bote motorizado, canoa a motor, canoa a remo, jangada e saveiro.

O Sistema Ferry Boat - Para acessar a Ilha de Itaparica, o principal meio utilizado é o ferryboat, que em baixa estação tem o fluxo de 10 mil pessoas e 1.500 veículos, por dia. Na temporada do verão, a chamada alta estação, uma média de 20 mil pessoas e três mil veículos. De acordo com a assessoria de comunicação da empresa TWB, atual operadora do sistema, em grandes feriados, como Carnaval e São João, chegamos a transportar cerca de 40 mil pessoas e 5 mil veículos, em mais de 50 viagens/dia.

Segundo a TWB, há uma mudança no perfil do público que utiliza o sistema de transporte. “Desde o início das atividades da empresa, com a inclusão dos fast ferries e algumas outras mudanças, o público tem mudado. Classes A e B têm crescido, voltando a frequentar a ilha e arredores, mas a maioria ainda é formada por C, D e E, principalmente por causa dos moradores de baixa renda de Itaparica que atravessam regularmente. Para este público, particularmente, a empresa tem dispensado uma atenção especial”, observa a assessoria de comunicação.

Com atuação decisiva na economia da ilha, a TWB conta com 40% do quadro de funcionários composto por moradores da região, ainda que haja dificuldades em encontrar pessoas  qualificadas. A empresa já demonstrou interesse em expandir as atividades com a construção de um estaleiro em Bom Despacho, o que poderá, em sua fase final, gerar mais de mil empregos diretos e indiretos, além de proporcionar cursos de capacitação voltados, principalmente, para a população local.

Desde o fim da docagem realizada no mês de agosto pela TWB Bahia, com apoio da Seinfra e Marinha, a empresa tem trabalhado com seis embarcações à disposição. Esta frota navega de acordo com a demanda, ou seja, a programação fixa é cumprida e, quando há aumento de fluxo ou necessidade de substituir alguma embarcação, as outras entram em tráfego. A empresa aguarda o desenvolvimento das ações previstas de expansão da navegabilidade na BTS. “Isso feito, haverá centenas de empregos gerados e um grande salto de qualidade nos serviços. É nisso que a TWB Bahia acredita e trabalha para que aconteça” acrescenta a assessoria. A lei do sistema hidroviário foi sancionada pelo Governador Jaques Wagner, o que cria a expectativa de ordenamento da atividade para que todo o sistema possa atuar de forma regular, com as devidas fiscalizações e, consequentemente, o usuário saia ganhando, tendo acesso a serviços de qualidade legalmente amparados.

Cuidados - O fluxo de embarcações, se por um lado movimenta a economia local e põe a BTS em posição de destaque nacionalmente, por outro demanda uma rigorosa fiscalização, especialmente a fim de evitar desastres ambientais e o comprometimento do fundo da baía. Na opinião do ambientalista José Augusto Saraiva, falta um comprometimento de uma fiscalização mais séria do ponto de vista ambiental. “A circulação de barcos que vem de países estrangeiros, especialmente das regiões do Oceano Índico, vem promovendo um comprometimento ambiental extremamente severo” adverte o especialista.

Ele explica que as embarcações de grande porte guardam uma quantidade de água, para se manter em equilíbrio. A chamada água de lastro traz consigo tudo o que estava presente no mar de onde aquele barco partiu. Peixes, moluscos, crustáceos, algas, corais, substâncias. Esse conjunto animal que chega aqui e é despejado muito próximo à costa, não obedece a determinação de liberação das águas 2 km antes da costa. O resultado disso é a infestação de corais, crustáceos que são predatórios ao ecossistema local, não encontrando predadores naturais, a fim de equilibrar a cadeia. Os impactos disso, só perceberemos no futuro, mas a preocupação já é necessária. “Já estamos assistindo a um desastre ambiental, pois se não houver controle disso, em breve muitos peixes, camarões, caranguejos, não serão mais encontrados, pois já terão sido comprometidos por esses animais que chegam de fora”, preocupa-se Saraiva. “A falta de fiscalização rigorosa para garantir a preservação deixa o campo aberto para a realização desses crimes”, conclui.

Baía de Todos os Santos é apresentada a gestores da Baía de São Francisco

postado por aleile @ 2:25 PM
10 de novembro de 2011

O primeiro dia de novembro nasceu mais bonito na Baía de Todos os Santos (BTS). No dia em que uma das mais belas baías do mundo fez 510 anos de batismo, foi realizado um passeio náutico por suas águas, que simbolizou também o encerramento do seminário “Baía de Todos os Santos, Hoje e Sempre”, ocorrido no dia anterior, na Federação Baiana das Indústrias (Fieb). Entre os participantes estavam aqueles que podiam ser vistos como um presente para a aniversariante, uma vez que representam o inicio de um processo de cooperação técnica que deve trazer inúmeros benefícios para a baía: o empresário Sean Randolph, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico da Califórnia e o advogado Geoffrey Gibbs, conselheiro da Agência de Conservação e Desenvolvimento da Baía de São Francisco. Eles foram introduzidos à BTS da melhor maneira possível: desfrutando-a.

A saída foi no Clube de Escunas da Bahia, na Ribeira, às 10h. E a bordo do Schooner Resort, uma sofisticada escuna de 23 metros, estavam também representantes do Rotary Clube Baía de Todos os Santos, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, da Secretaria de Turismo do Estado e da empresa de proteção ambiental Cetrel, entre outros convidados.

Da Ribeira, a embarcação seguiu para a Ilha dos Frades, por onde seguiu em direção a Loreto, onde a escuna parou para que os convidados pudessem mergulhar nas águas que alcançavam naquele dia um tom entre o verde e o azul e uma temperatura que refrescava o calor e tornou difícil o retorno de alguns ao barco.

Um dos que aproveitou a parada para nadar foi Geoffrey Gibbs, um homem apaixonado pela Baía de São Francisco, na Califórnia, mas que se rendeu à beleza da BTS. “É realmente muito bonita, com a vantagem, em relação a nossa, de ter águas numa temperatura propícia ao banho o ano inteiro”, relatou depois de nadar e passear por Loreto.

 Ao passo que se enxugava, Geoffrey teceu comentários sobre o acordo de cooperação técnica que está sendo amarrado entre as duas baías. Tendo também dirigido a Agência de Conservação e Desenvolvimento da Baía de São Francisco, ele acredita que a transferência de informações sobre gestão e soluções de problemas da baía que banha a maior cidade da Califórnia pode ser de grande utilidade para a BTS. “É uma agência que vem trabalhando por um desenvolvimento sustentável da baía de São Francisco e seu entorno desde 1965 e por isso guarda um legado de lutas e práticas que deram certo”, disse.

Além de gestor ele fala como um morador da área próxima à baía californiana, pela qual demonstrou ter muito carinho. “Minha vida é quase toda em volta da baía. Para ir trabalhar, pego os ferries nos quais as pessoas já me são familiares. Durante os finais de semana, uso o caiaque para usufruir das diversas opções que a infraestrutura de lazer montada em seu entorno, oferece. Além disso, tenho trabalhado no sentido de auxiliar às pessoas que lutam pela sua sustentabilidade”, contou.

A temperatura da água e a beleza da paisagem também foram destacadas pelo advogado Sean Randolph, que é casada com uma brasileira e fala um bom português. “Me chamou a atenção também o fato dela ser mais larga do que a de São Francisco”, acrescentou. Para ele, a experiência que os californianos têm em lidar com uma baía cercada de interesses, cidades e gestores diferentes pode ser um exemplo para a BTS. “Conseguimos unir interesses distintos em torno de um objetivo que é o desenvolvimento sustentável da baía, e acredito que os baianos podem aproveitar a nossa experiência”, opinou.

Agência baiana- Apesar de ter sido um momento de lazer e descontração, os participantes não desperdiçaram a chance para debater mais um pouco sobre o futuro da BTS. O tema foi discutido através de vários pontos de vistas, mas a criação de uma agência gestora para a baía foi o carro chefe das conversas.

O subsecretário estadual de Turismo, João Carlos Oliveira, elogiou o seminário realizado no dia anterior, na Fieb, definindo-o como um chamado democrático para a importância da BTS. “É um tesouro que precisamos preservar e para tanto precisamos nos unir. O governo sozinho não pode fazer muita coisa, precisamos contar com a União, os municípios e a sociedade civil organizada, para encontrar uma estrutura de gestão que possa ser eficiente”, opinou.

Essa forma de gestão participativa, cuja ideia está sendo trabalhada pelos representantes do Rotary Clube Baía de Todos os Santos e a Associação Comercial da Bahia, se configura em uma agência nos mesmos moldes da agência californiana. O diretor do Worldwatch Institute no Brasil e membro do Rotary Clube Baía de Todos os Santos, Eduardo Athayde, acredita que só uma gestão participativa, sem grandes protagonistas, pode responder às necessidades da baía.

“Já estamos trabalhando nisso, e nos próximos dias daremos os primeiros passos, em reuniões na Associação Comercial da Bahia, para pensarmos o processo jurídico que fará a base legal de uma agência que tenha poder de lei e ao mesmo tempo seja um braço do estado”, explicou Athayde, que acredita que esse mecanismo de gestão pode ser formalizado antes de meados de 2012.

Já a coordenadora de Planejamento Ambiental e Instrumento Econômico da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sama), Elba Alves ressaltou que o momento é muito bom e deve ser bem aproveitado. “Estamos seguindo no caminho certo em busca de uma gestão que dê conta desse desafio que é dar à BTS um desenvolvimento sustentável, e esse acordo de cooperação técnica com a Baía de São Francisco é algo valioso nesse sentido”, apontou.

Luciano Fiuza, gerente de Relações Institucionais da empresa de proteção ambiental Cetrel, salientou a importância que a BTS tem para a empresa em que trabalha e avaliou como de extrema importância o intercâmbio com os gestores da Baía de São Francisco. “Estamos abertos a novos conhecimentos, a novas tecnologias e procedimentos que nos auxilie a fazer o nosso trabalho que, entre outras ações, é tratar os afluentes e proteger as BTS dos dejetos poluentes”, disse.

 Clube das Mais Belas Baías do Mundo – O passeio náutico tinha também o intuito de apresentar a Baía de Todos os Santos para o presidente do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, que não pôde comparecer, faltando também ao seminário realizado no dia anterior. Segundo Eduardo Athayde, o empresário Galip Gur, que está substituindo o francês Jérôme Bignom, não pôde comparecer devido a problemas de saúde enfrentados por familiares próximos.

Eduardo, no entanto, informa que este contra tempo com o presidente do clube internacional, não altera em nada a entrada da BTS na instituição. “A cerimônia da oficialização da candidatura da baía para fazer parte do clube será realizada ainda este mês. A confirmação da BTS como sócia do clube, o que vai dar uma grande visibilidade à nossa baía, entre outros benefícios, ocorrerá no próximo congresso da organização, o que não deve demorar muito para ocorrer”, informa.

 

BTS vai integrar o Clube das Mais Belas Baías do Mundo

postado por aleile @ 12:41 PM
9 de novembro de 2011

 

O clube tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento turístico, econômico e social sustentável de suas associadas, principalmente através da troca de experiência entre elas

Baía de São Francisco pode servir de exemplo no monitoramento, no desenvolvimento sustentável da área metropolitana e na prevenção de riscos

Segundo a Wikipédia, uma Baía é uma reentrância da costa litorânea por onde o mar avança para o interior do continente. Elas detêm importância econômica e estratégica, uma vez que são, geralmente, locais ideais para a construção de portos e docas.

Sim, muitas baías têm essas características, mas não são muitas que, além desses requisitos, guardam dentro de seus limites uma beleza digna de cartão postal. Para essas, foi criado um clube muito especial: O Clube das Mais Belas Baías do Mundo.

O clube, criado em março de 1997, em Berlim, tem sede na cidade de Vannes, na França. A instituição sem fins lucrativos tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento turístico, econômico e social sustentável de suas associadas, através de trocas de experiências. Os critérios de inclusão não se restringem às questões estéticas, mas também às questões referentes ao patrimônio natural e cultural.

Hoje, o clube, que é chancelado pela UNESCO, conta com 32 baías associadas, sendo que apenas uma delas é brasileira: a Praia da Baía da Rosa, em Santa Catarina, que se tornou famosa graças às suas belas praias e pelas baleias que aparecem em sua costa entre julho e novembro. Entre as integrantes, as mais famosas baías são: a de St. Michel, na França; São Francisco, na Califórnia; Santander, na Espanha; Suarez, em Madagascar; a False Bay, na África do Sul; Baía de Quingdao, na China, dentre outras.

O pedido de inclusão será encaminhado a Jérôme Bignom, presidente do clube

Inclusão da BTS - É nesse clube que a Baía de Todos-os-Santos (BTS) deve ser incluída, a partir do pedido oficial que o Governo do Estado fez aos representantes do clube. A importância da relação com as integrantes do clube pode ser expressa pelo o quanto os gestores da Baía de Todos-os-Santos podem aprender, por exemplo, com a experiência de gestão da Baía de São Francisco, só para dar um exemplo.

Suas experiências ajudarão a BTS no monitoramento, no desenvolvimento sustentável da área metropolitana e na prevenção de riscos. Localizada na Califórnia, a Baía de São Francisco tem um estuário que drena 40% dos recursos de água do Estado mais rico dos EUA, com um PIB de dois trilhões de dólares. Declarado como “Estado Verde”, analisa com frequência depósitos de sedimentos proibindo despejo de efluentes industriais na baía.

Cercada por uma região metropolitana de 18 mil quilômetros quadrados, com população de 7,5 milhões de pessoas, nove municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias; São Francisco usa tecnologias de ponta para garantir a qualidade da água e prevenir impactos ambientais.

Para a gestora da APA BTS, Catarina Orrico, estar entre as baías mais belas do mundo não é uma surpresa, mas estar no Clube das Mais Belas Baías do Mundo significa muito. “É estar em constante troca de informações, buscando a transferência mútua de experiências com outras baías, além de poder estimular a atenção da sociedade para a preservação da Baía de Todos-os-Santos”, destaca.

História - A Idealização do clube foi inspirada na figura de um certo Jean Manquat, um morador da cidade francesa de Vannes, que era apaixonado pelo Golfo de Morbihan. Depois de muito exaltar a beleza do golfo francês, Jean foi alertado para o fato de que existiam outros sítios tão ou mais belos que aquele que lhe fazia orgulhoso.

Foi então conhecer, depois de uma indicação, a Baía de Ha-Long, no Vietnã. Comprovando que havia outras baías ricas em beleza, Jean voltou para Vannes com a ideia de unir em uma instituição o que seriam os dois sítios mais lindos do mundo, o que foi apenas a semente de uma ideia ainda maior: uma rede internacional das baías mais belas do mundo.

Para o presidente da instituição, Jérône Bignom, a atração que esses sítios causam no homem representa a sua busca inconsciente de seus valores fundamentais, “já que o mar é fonte da vida e mãe das nossas origens”. Essa atração, no entanto, cria um desafio.

“Contemplar o mar é a melhor maneira de compreender o valor e a fragilidade da vida. Só que esse espetáculo não deve ser estragado, e o meio ambiente não deve ficar marcado pelos estigmas de um mundo moderno, mal governado. Daí a ambiguidade que são as baías, que atraem como um ímã os seres humanos e que rejeitam, ao mesmo tempo, uma invasão permanente. Como conciliar, então, atração e a valorização desses sítios frágeis, já que sabemos que uma frequentação demasiado forte ou uma urbanização turística mal concebida levará, a médio prazo, a uma desestruturação do local e, portanto, ao desinteresse do público”, pondera.

Fundo da Baía guarda tesouros

postado por aleile @ 7:28 PM
8 de novembro de 2011

Além das belezas naturais e tesouros históricos que podem ser facilmente avistados de diferentes pontos do seu litoral, a Baía de Todos-os-Santos esconde riquezas que só quem se aventura a fundo por suas águas, ou vai aos locais menos acessíveis, conhece de perto. Os recifes de corais, peixes multicoloridos, golfinhos, e bancos de areia, onde milhares de aves migratórias vindas do Hemisfério Norte pousam para descansar, são alguns desses tesouros. E ainda há os que veem como preciosidade os vestígios de antigos naufrágios depositados no fundo na baía.

Mergulhador há quase 20 anos, o biólogo Clarêncio Baracho é apaixonado pelas belezas das águas da Baía de Todos-os-Santos. Clarêncio faz parte da equipe da organização não governamental Instituto Baleia Jubarte e, mesmo depois de tantos anos, ele não deixa de se encantar com os golfinhos cinzas que encontra, principalmente, na Barra do Paraguaçu. No fundo do mar, o recife de coral das Caramuanas, situado próximo à localidade de Barra do Gil, município de Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Para o biólogo e mergulhador  Francisco Pedro da Fonseca, a área marinha da BTS tem outra grande riqueza que não está no fundo do mar, mas vem até a região para buscar os frutos de sua cadeia.

São as andorinhas do mar que migram do Hemisfério Norte para se alimentar ao sul do Equador e utilizam a área da baía como local de descanso e de alimentação. A partir do mês de setembro, início do outono no Hemisfério Norte, elas saem da costa atlântica dos Estados Unidos e da Europa, em busca de alimentos, e até março podem ser encontradas por quase toda a baía. Seu local de descanso, no entanto, é um banco de areia na Ponta do Garcês, no município de Jaguaribe, situado em frente à localidade de Cacha Prego, na Ilha de Itaparica. Para Francisco, este é um dos grandes espetáculos da BTS.

Ex- professor dos cursos de Oceanografia e Biologia da UFBA e atual docente de Engenharia de Pesca da Universidade Federal de Alagoas, o baiano Cláudio Sampaio conhece o fundo da Baía de Todos-os-Santos como poucos. Ele, que chama carinhosamente a região de “Caribe Brasileiro” pelas suas águas claras e mornas, destaca entre as belezas os recifes de coral e os peixes multicoloridos. O professor teme, entretanto, que a introdução de espécies exóticas, a pesca criminosa com redes e explosivos e o turismo desordenado acabe com toda essa beleza. Outros problemas apontados por ele são o pisoteio dos ambientes dos recifes e a venda de organismos marinhos como souvenir, a exemplo de espécies de moluscos e suas conchas, corais, cavalos marinhos e lagostas, todos eles protegidos por lei.

Por sua vez, o biólogo Clarêncio Baracho diz não ser raro encontrar golfinhos mortos na baía sem que haja marcas de redes de pesca. Em geral, o que a necropsia revela é a contaminação do animal por produtos despejados nas águas do mar. Para o professor Cláudio Sampaio, a questão da conservação é complexa. “Não há uma política clara. Os órgãos que deviam ser os responsáveis pela conservação e fiscalização muitas vezes são engessados pela falta dessa política pública, de número adequado de funcionários e de equipamentos. Creio que a educação e a conscientização ambiental, associadas ao cumprimento da legislação sejam suficientes para reverter esse triste quadro”, afirma Sampaio.

“A Baía de Todos-os-Santos gera milhares de empregos e renda para a população baiana, na forma da pesca, turismo e serviços. Não podemos deixar que esse rico patrimônio seja destruído pela ganância de poucos, prejudicando seriamente muitos. A BTS necessita da atenção da população, caso contrário, a cada dia perderemos um pouco desse tesouro natural”, alerta.

Caçando tesouros – Para quem gosta de histórias de naufrágios e tesouros, os casos de naufrágios registrados na Baía de Todos-os-Santos podem dar asas à imaginação. A grande atratividade econômica da região garantiu que o tráfego de embarcações ali fosse intenso desde o início da ocupação portuguesa, no século XVI.

A estimativa é que haja destroços de mais de 200 embarcações na região. Vão desde restos de naus e de caravelas portuguesas afundadas, galeões espanhóis e embarcações remanescentes da Invasão Holandesa, no século (XVII) quando cerca de 90 navios naufragaram em apenas uma noite no Banco da Panela, localizado nas proximidades da entrada do Porto de Salvador.

O Banco da Panela é um dos maiores sítios arqueológicos do Brasil e uma área de preservação. Os mergulhadores podem visitá-lo, mas pelas leis brasileiras é proibida a retirada de qualquer peça do fundo do mar, uma forma de preservar um dos mais importantes sítios arqueológicos marinhos conhecidos. Além dos corais, lá se pode avistar louças, vasilhames e balas de canhão, entre itens carregados pelas embarcações que afundaram no local.

No início do século XX (1908), o navio Cap Frio que saiu de Hamburgo, Holanda, com 100 passageiros, na sua viagem ao Brasil, encalhou próximo ao Farol da Barra e afundou. Seus ocupantes foram salvos, assim como sua carga.

Em tempos menos remotos, mais precisamente em 1980, foi a vez do cargueiro grego Cavo Artemidi que acabou ficando preso e afundando no Banco de Santo Antônio. A embarcação de 160 metros de extensão veio ao Porto de Salvador para se reabastecer, mas ao tentar sair da baía sem rebocador, acabou arrastado pelas correntes até o local onde se encontra até hoje.

O local onde está Cavo Artemidi é considerado como um dos melhores pontos de mergulho do país. O cargueiro é uma das mais de 1.500 embarcações que naufragaram em águas brasileiras.

Seminário Baía de Todos-os-Santos, Hoje e Sempre

postado por aleile @ 7:03 PM
8 de novembro de 2011

Afinal de contas, de quem é a Baía de Todos-os-Santos (BTS)? Depois de 510 anos de idas e vindas de sua ocupação, a baía é de todos e tem muitas vozes querendo que se torne exemplo de espaço explorado de forma sustentável. Ideias somadas, sinergias e transversalidade de empresas públicas e privadas em prol do bem da segunda maior baía do mundo foram debatidas de forma calorosa durante o seminário Baía de Todos-os-Santos, Hoje e Sempre, no dia 31 de outubro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no Stiep. O evento foi organizado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) e Cetrel.

“Ficou claro que temos muito o que fazer juntos a partir deste encontro”, afirmou Eduardo Athayde, diretor da Associação Comercial da Bahia e do Rotary Club, durante a discussão de um dos quatro painéis à tarde. Pela manhã, Athayde fez a palestra de abertura sobre as sinergias entre a BTS e a Baía de São Francisco, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América. Em seguida, Sean Randolph (presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico da Califórnia) e Geoffrey Gibbs (diretor da Agência de Desenvolvimento da Baía de São Francisco) falaram sobre a experiência de gerir com êxito a Baía de São Francisco.

O primeiro painel sobre “Práticas de Gestão Socioambiental para a Baía de Todos-os-Santos” deixou clara a diversidade de ações que vem sendo desenvolvidas na área. A gestora da Área de Proteção Ambiental (APA) da BTS, Catarina Orrico Morais, ressaltou “os atributos cênicos e bióticos deste conjunto formado por 800 km quadrados, incluindo águas e ilhas”, afirmou Catarina. Para se ter uma ideia do tamanho do trabalho da APA são 56 ilhas que pertencem a 14 municípios. “O nosso plano de manejo inclui ações para preservar os remanescentes da floresta ombrófila, os manguezais, as águas doces, salobras e salinas, disciplinar o uso e ocupação do solo e combater a pesca predatória através do incentivo ao uso de técnicas adequadas à atividade pesqueira”, resumiu.

Para somar esforços com a APA BTS, o Ministério Público criou um grupo de atuação especial para a área, “o Núcleo de Defesa da Baía de Todos-os-Santos para garantir a proteção dos ecossistemas. Queremos uma gestão ambiental que seja uma gestão social, porque da forma que está, a BTS está insustentável”, bradou a promotora de justiça, Cristina Seixas.

A representante do Ministério Público ressaltou que a produção de quatro mil estudos nas últimas quatro décadas deve ser democratizada e reunida para que não fiquem soltos. A ideia do Núcleo de Defesa da BTS é criar uma biblioteca virtual disponibilizando essas pesquisas.

Outro participante bastante aplaudido foi Zé Pescador, presidente da organização não-governamental Pró-Mar, que denunciou a ocupação ilegal de diversas ilhas na BTS. Ele ressaltou a importância de trabalhar com crianças para mudar a cultura local. Foi assim que ele deixou de pescar com bomba, ao ser conscientizado pela própria filha sobre os danos causados por esse tipo de pesca. “O número de peixes diminuiu muito na BTS, o que até levou a um menor uso de bombas para pescar”, disse.

Em seguida, o segundo painel sobre o “Programa Prodetur Nacional e sua Articulação Visando Transformar a BTS na Principal Zona Turística Sustentável do Estado” com abertura do chefe de gabinete da Secretaria de Turismo, João Carlos Oliveira, destacou a importância de fazer com que a Baía de Todos-os-Santos com os recursos previstos pelo Prodetur de US$ 85 milhões torne-se de fato sustentável e “não dependente como Porto Seguro que até mesmo os alimentos vêm de fora. O peixe servido na moqueca em Morro de São Paulo não é pescado lá”, criticou.

No terceiro painel sobre “Práticas Inovadoras de Tecnologias Sociais, Empreendedorismo Econômico e Organizacional para o Desenvolvimento Sustentável da BTS”, o diretor de Operações da Cetrel, Mauro Salatiel falou sobre o Emissário Candeias – Cetrel, que vai retirar lançamentos de efluentes industriais da Bahia. “A Cetrel tem 30 anos de atuação em soluções ambientais no setor industrial do país e esse projeto que vai ter 70 quilômetros de extensão vai ajudar a despoluir a BTS e torná-la ainda mais propícia ao turismo”, comemorou Salatiel.

E foi esse o sentimento dos participantes do evento, ao realizarem que esforços conjuntos podem ajudar a deixar essa belíssima baía ainda mais especial. Mas foi percebido que diversas ideias estavam dispersas e que até mesmo pesquisas estão sendo refeitas sobre a BTS por desconhecimento do que foi feito anteriormente, como ressaltou a pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Federal da Bahia, Tânia Tavares, na abertura do quarto e último painel sobre “Preposições para a Construção de uma Agenda Positiva Visando o Desenvolvimento da BTS”.  Mas no final venceu o espírito de comunhão para a construção sustentável da Baía de Todos-os-Santos.

 

O gerenciamento está longe de ter a eficácia esperada

postado por aleile @ 6:57 PM
8 de novembro de 2011

Órgãos do governo e da sociedade fazem parte de um conselhor gestor que se reúne para tomar as decisões, mas representantes de ONGs reclamam a falta de maior representatividade no processo

 

 

Catarina Orrico, gestora da APA

A história da Baía de Todos-os-Santos (BTS) se confunde com a história da formação do povo brasileiro. Foi à sua margem que os índios Tupinambás encontraram os brancos portugueses, que, por sua vez, trouxeram, acorrentados, os negros africanos. Desde então, a Baía se tornou o ponto de entrada e saída de muitas riquezas, sem ter sido percebida como um dos maiores tesouros, não só da Bahia, como do Brasil, e, por que não dizer, do mundo.

A compreensão do real valor da BTS vem chegando aos poucos, à reboque das lutas daqueles que alcançam a importância da sustentabilidade como única maneira possível de viver e deixar viver neste planeta. Hoje, a gestão riqueza – já reconhecida como uma Área de Proteção Ambiental (APA) – é feita pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), uma autarquia ligada à Secretaria do Meio Ambiente (SEMA). Mas nem sempre foi assim.

Ao longo dos anos, a BTS não contou com um gerenciamento que a protegesse da pressão dos que pensam o progresso a qualquer custo. Para se ter uma ideia, a primeira tentativa concreta de guarnecê-la aconteceu quase cinco séculos depois do início de sua exploração, com o decreto que a transformou em uma APA, em junho de 1999. Na época, a administração estava a cargo do Centro de Recursos Hídricos (CRA), extinta autarquia vinculada à antiga Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia (SEPLAN).

Um ano após a criação da APA, em julho de 2000, foi instituído no Brasil o Sistema de Conservação da Natureza (SNUC), a partir da Lei nº 9.985, que incluía regras de gestão para as APAs e outros sítios de preservação. A Área de Proteção Ambiental BTS conta com uma área de cerca de mil e quinhentos quilômetros que envolvem um conjunto de 52 ilhas pertencentes aos municípios de Salvador, Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Saubara, Itaparica, Vera Cruz, Jaguaripe, Maragojipe, Salinas da Margarida e Aratuípe.

Uma conquista histórica e social

José Augusto Saraiva, engenheiro ambiental

Antes da criação da APA BTS, porém, algumas iniciativas pontuais foram marcantes no sentindo de abrir os olhos das autoridades para a importância de um trabalho de conservação. No início dos anos 70, por exemplo, segundo documento escrito pelo biólogo Everaldo Lima de Queiroz, surgiram as primeiras Unidades de Conservação (UC), com o tombamento de diversas ilhas.

No entanto, o foco era apenas o ambiente terrestre. Nos anos 90, por força da Eco 92, o Grupo Gérmem iniciou um estudo que resultou no Diagnóstico Ambiental da Baía de Todos-os-Santos, trabalho que ofereceu um embasamento técnico-científico para ações em favor da BTS. Entre importantes iniciativas, desde então, se pode citar a criação da APA Recife das Pinaúnas, no ano de 1997 e, no ano seguinte, a criação do Parque Ecológico do Baiacu, ambas em Vera Cruz.

Em 2000, com a criação do Sistema de Conservação da Natureza (SNUC), se fez necessário dispor de um conselho gestor para a APA Baía de Todos-os-Santos, contendo representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e da população residente. Apesar da exigência imposta pelo SNUC, o conselho gestor da APA só foi criado em 2006. Com posse de novos integrantes a cada quatro anos, o conselho ganhou uma nova composição em 4 de outubro deste ano, início do segundo quadriênio do modelo definido pelo SNUC.

Entre os representantes do setor público figuram as prefeituras dos municípios que margeiam a baía, a Superintendência de Indústria e Comércio do Estado da Bahia (SUDIC), a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), a Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A (Embasa). Fazem parte ainda do conselho, a Universidade Federal da Bahia e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

A sociedade civil é representada no conselho através de ONGs, a exemplo da Organização Socioambientalista (PRÓMAR), Amigos do Mangue (Amangue), o grupo Gérmem, entre outros. Há também representantes de colônias de pescadores e associações de marisqueiras.

Na prática - Para o engenheiro ambiental, José Augusto Saraiva, o gerenciamento da BTS está longe de ter a eficácia esperada. Para ele, que, além de coordenador de projetos da ONG Socioambiental Gérmem, é membro do conselho gestor da APA Baía de Todos-os-Santos, as deficiências se iniciam na tentativa de colocar em prática o que está disposto no decreto que cria a área de proteção ambiental. “O decreto prevê um plano de manejo que nunca foi feito, nem mesmo fases anteriores ao plano, como o zoneamento ecológico-econômico, foi realizado”, diz.

O zoneamento ecológico-econômico demarcaria cinco diferentes zonas na BTS: zona de preservação da vida silvestre, de conservação da vida silvestre, de ocupação urbana, de uso agropecuário e zona de recomposição. Só depois dessa fase de demarcação é que se poderia construir um plano de manejo.

Segundo Saraiva, todo o trabalho de monitoramento que vem sendo realizado pelos órgãos competentes e pelo conselho de gestão é baseado apenas no resultado de um diagnóstico socioambiental realizado pela empresa V&S Ambiental, em 2001. “De lá pra cá, muitas alterações ocorreram e impactaram o ecossistema: a população cresceu, o porto também, não havia o programa Bahia Azul, entre outras modificações, então, o diagnóstico se encontra defasado”, aponta.

Gestão participativa - O conselho gestor se reúne a cada dois meses, sendo que o novo conselho, que atuará nos próximos quatro anos, tomou posse em 4 de outubro deste ano. O primeiro quadriênio de gestão do conselho, encerrado em 2010, resultou frustrante para alguns dos integrantes. Para José Augusto Saraiva, do grupo ambientalista Gérmem, que participa desde a criação do conselho, além da pouca representatividade, o conselho carece de poder. “Somos um órgão consultivo apenas, ou seja, não temos poder de decisão, que é tomada, em última instância, pelo corpo técnico de um órgão governamental, por onde passam interesses que muitas vezes são mais fortes que os nossos”, destacou.

A própria gestora da APA, Catarina Orrico, vê deficiências na forma de gerenciamento atual. “Acho que temos que melhorar em alguns aspectos, e, de imediato, devemos atrair mais as comunidades do entorno da baía para participarem do conselho gestor, o que não vem acontecendo. Em minha opinião, a participação das ONGs, e outras entidades no gerenciamento da APA BTS é essencial. Elas são os olhos e os braços do Estado onde ele não pode estar presente, ou seja, o Estado não pode alcançar o cotidiano da comunidade e sua relação com o meio ambiente”.

Desafio central do Estado

postado por aleile @ 6:41 PM
8 de novembro de 2011

São US$ 85 milhões previstos pelo Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Nacional) para investimentos na BTS

 

Domingos Leonelli, secretário estadual de Turismo

Enquanto os olhos do mundo se voltam para a Baía de Todos-os-Santos (BTS), transformar a região em polo turístico de primeira qualidade passa a ser o desafio central do Estado. A maior aposta está na qualificação da infraestrutura náutica, o que pretende elevar a localidade a um dos principais destinos competitivos internacionais.

“Trata-se de uma decisão do governador Wagner de redescobrir a Baía, transformá-la em um distrito turístico-cultural, de acordo com planejamentos já elaborados, que envolvem desde a implantação de estruturas físicas a melhorias socioculturais”, afirma o secretário estadual do Turismo, Domingos Leonelli.

São US$ 85 milhões previstos pelo Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Nacional) para investimentos na BTS. Serão construídos novos atracadouros, terminais hidroviários, pequenos portos e estaleiros. Está prevista também a atração de recursos privados e estímulo à implantação de marinas particulares, bases de charters náuticos e
receptivos turísticos.

Em setembro, a empresa francesa Dream Yacht Charter anunciou, durante o Salão Náutico Grand Pavois, que até o fim deste ano irá iniciar as operações de aluguel de barcos na Baía. Na ocasião, discutiu-se também uma parceria entre o Estado e a fabricante de embarcações Fontaine Pajot, para a transferência de tecnologia especializada.

Outra ação é a qualificação de pessoal para a produção de barcos esportivos, equipamentos e complementos. De acordo com Leonelli, será feito também o levantamento de áreas públicas disponíveis para investimentos em estrutura turística, como hotéis e estações náuticas.

“A Baía de Todos-os-Santos tem a melhor navegação à vela da América. São 1.200 km de borda, temperatura média da água entre 23° e 24°, mar calmo com áreas protegidas e ventos favoráveis”, aponta o secretário, referindo-se aos motivos pelos quais a BTS tornou-se, para o próprio Ministério do Turismo, o polo de referência no desenvolvimento do turismo
náutico no país.

No plano social, o dinheiro do Prodetur será usado na recuperação de patrimônio histórico-cultural, bem como na capacitação profissional e empresarial para a produção associada ao turismo, tal como o artesanato de máscaras de Maragojipe, das rendas de Ilha de Maré e da confecção de moda afro-baiana de Cachoeira.

Domingos Leonelli lembra que a área de sustentabilidade ambiental é também item fundamental para o turismo. “Serão contemplados o tratamento de resíduos sólidos, esgotamento sanitário, tratamento de água e educação ambiental”, elenca.

2014 - Todos esses projetos, do plano físico ao sociocultural, já contam com alguns planejamentos prévios e estão em fase final de captação de recursos, segundo garante o secretário. “Em grande parte, essas intervenções ficarão prontas até 2014”, diz.

O advogado Sérgio Nogueira Reis, presidente do Rotary Clube Baía de Todos-os-Santos, acredita que por conta da Copa do Mundo a ser sediada no Brasil, “as promessas que já existem há vários anos irão finalmente sair do papel”. Segundo ele, tudo o que falta é apenas vontade política.

Uma das obras que o Rotary defende é a reforma dos armazéns 1 e 2 do Porto de Salvador. De acordo com reunião entre Sérgio Nogueira Reis e o diretor da Codeba,o primeiro armazém seria transformado em restaurantes e lojas, já o segundo serviria de receptivo aos navios que chegam à capital.

Outra bandeira é a implantação definitiva da Via Náutica, ligando a Ponta de Humaitá ao Porto da Barra, de forma a funcionar para transporte marítimo e para passeios de barco. “Tudo isso serviria para revitalizar a Baía. Temos que voltar os olhos pra ela, que é a grande joia que nós temos”, diz Reis.

Acesso – A oceanógrafa e pesquisadora da Baía de Todos-os-Santos, Vanessa Hatje, concorda que precisa haver reformas estruturais. “A BTS tem uma diversidade muito grande de ambientes, ecossistemas bastante diferentes e todos com potencial para o turismo. Mas para conseguir investir nisso, tem que melhorar a infraestrutura, como o saneamento e o acesso”.

Ela dá como exemplo a travessia de ferry-boat: “Ir para Itaparica é muito difícil. Em períodos de pico, chega a haver fila de espera de cinco, seis horas. Isso não pode acontecer”. A construção da ponte Salvador-Itaparica, já prometida para ser construída entre os anos de 2014 a 2018, no entanto, não parece uma solução viável para Vanessa.

“Particularmente, eu não acredito. Não conseguiram terminar o metrô, construído sobre a terra. A ponte é um projeto de longo prazo, numa extensão grande, vai envolver a  desapropriação de áreas. Acho muito precipitado pensar nisso agora”, defende a pesquisadora.

Reduções fiscais para a cadeia náutica

postado por aleile @ 6:31 PM
8 de novembro de 2011

No intuito de atrair investimentos em bases de charter de padrão internacional, o Governo do Estado está oferecendo reduções fiscais a fim de incentivar a cadeia produtiva náutica. Dessa forma, estabeleceu, por um período de cinco anos, a isenção do ICMS para importação de embarcações de recreio ou esporte adquiridas por empresas prestadoras de serviços de aluguel e turismo.

Porém, no caso de ocorrer a desincorporação da embarcação antes de cinco anos de uso no estabelecimento, a dispensa do lançamento do imposto será de 20% por cada ano de uso completado.

A isenção total do ICMS também contempla a produção de embarcações de recreio ou esporte. Há, ainda, a redução da carga tributária para 7% na comercialização de barcos de recreio ou esporte produzidos no Estado e a isenção do ICMS na produção de componentes, partes e peças de produtos ligados à náutica de lazer.

Vale sinalizar que dos US$ 85 milhões garantidos pelo Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Nacional) para a Baía de Todos-os-Santos, 60% é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e 40% pelo Ministério do Turismo.

O secretário Domingos Leonelli explica que o Governo do Estado tem como contrapartida arcar com 10% dos 40% do Ministério, algo em torno de 4% do total. Além disso, fica responsável pela execução dos projetos e o cumprimento das exigências feitas pelo BID.

Histórico - O Prodetur surgiu como um programa de crédito para o setor público voltado exclusivamente para atuar nos nove estados nordestinos. Era o Prodetur Nordeste, cuja primeira fase se iniciou em 1994, com foco em infraestrutura. Após duas fases, o programa foi modificado para atuar nacionalmente, de forma mais ampliada.

Hoje, o Prodetur atua nas linhas de desenvolvimento de produto turístico, comercialização, infraestrutura e serviços básicos, gestão ambiental e fortalecimento institucional. Na Bahia, trabalha dentro dos eixos estratégicos da Setur e da Bahiatursa, que vão desde inovação e qualificação à integração econômica e promoção do destino turístico.

Sustentabilidade na Baía

postado por aleile @ 6:29 PM
4 de novembro de 2011
Trabalho de coleta de sedimento na Ilha de Itaparica

Impossível falar em Baía de Todos-os-Santos sem pensar em um dos principais conceitos em voga nos últimos anos: a sustentabilidade. Não podia ser diferente. Trabalhar o desenvolvimento turístico, econômico e social de uma área de 1.233 km², rodeada por 16 municípios e 56 ilhas, requer, antes de tudo, torná-la um organismo sustentável.

“Se não houver qualidade no ambiente, não dá para ter um turismo bem desenvolvido. Uma coisa está atrelada à outra”, garante a oceanógrafa e pesquisadora Vanessa Hatje, vice-coordenadora do Projeto Estudo Multi- disciplinar da Baía de Todos-os-Santos, um coletivo acadêmico que envolve 50 pesquisadores e 80 alunos vinculados a oito universidades baianas.

De acordo com Vanessa, o grande entrave para a sustentabilidade da Baía ainda se refere a um aspecto estrutural: a falta de saneamento básico. “A BTS sofre um aporte muito grande de efluentes, com uma enorme carga patogênica. Precisa haver um esforço dos governantes para colocar as ações de melhoria como prioridade”.

Diariamente, milhares de resíduos industriais e domésticos são jogados nos rios e no mar da Baía, poluindo as águas. “Não tem como resolver a situação se não houver uma boa rede de esgoto, coleta e tratamento”, sinaliza a pesquisadora.

Segundo os estudos do Projeto Multidisciplinar da BTS, dos 16 municípios localizados nas margens da Baía, apenas seis estão acima da média do Estado (58,6%) com relação ao número de domicílios urbanos com esgotamento sanitário adequado. “Se não fizermos uma ação articulada por todas as partes, não há condições de avançar. E o viés da educação tem que estar presente em tudo”, diz.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) coloca na lista dos principais conflitos ambientais encontrados na BTS, além do lançamento de efluentes domésticos e industriais, a disposição inadequada de resíduos sólidos, a pesca com explosivos, a ocupação desordenada do solo, o desmatamento, a caça predatória, a ocupação de áreas de preservação permanente e o extrativismo descontrolado de crustáceos e moluscos.

Outros aspectos – Eduardo Athayde, membro do Rotary Clube Baía de Todos-os-Santos, chama a atenção, no entanto, de que a sustentabilidade vai além do enfoque ambiental. Precisa ser dimensionada também nos aspectos sociais, culturais, econômicos, financeiros, tecnológicos e estruturais. “Quando apenas o viés da preservação ambiental é focado, o desequilíbrio emperra o desenvolvimento. O inverso também é verdade”, afirma.

Vanessa Hatje reconhece que tratar de sustentabilidade não significa preservar apenas os recursos naturais. Segundo ela, ao não serem resguardadas também as manifestações culturais, tal como o artesanato e a culinária, perde-se tradição, força e potencial de turismo.

Trata-se, afinal, de uma cadeia interligada, na qual todos os elementos precisam estar em harmonia para garantir a gestão sustentável do organismo. O que significa dizer que não adianta investir em turismo sem cuidar da natureza ou das tradições culturais, da mesma forma que é fundamental garantir educação, trabalho e renda à população local, de modo que a região se sustente social e economicamente.

O Projeto Multidisciplinar BTS é uma das iniciativas que tem trabalhado os aspectos social e educacional. Uma coleção de sete cartilhas abordando assuntos como água, lixo, pesca e poluição, foi publicada e distribuída em escolas estaduais do Ensino Médio, a fim de servir de suporte paradidático, bem como nas comunidades da Baía, durante as atividades de coleta de dados.

O projeto também promove oficinas e um programa de vocação científica. “Um dos grandes problemas é passar informação para as comunidades do entorno. O que a gente percebe é que as pessoas vivem em volta da Baía, mas pouco a conhecem”, revela Vanessa Hatje.

O grupo de pesquisadores ainda planeja a elaboração de um livro infantil sobre a história da BTS. “As crianças vão ter um papel fundamental na sustentabilidade. É mais fácil educar as crianças do que mobilizar os adultos”, afirma a vice-coordenadora do Projeto BTS.

O trabalho de verdadeiros heróis

postado por aleile @ 6:19 PM
4 de novembro de 2011

Iniciativas isoladas ou em parcerias vão fazendo os trabalhos de conservação e até de pesquisa tão necessários para a região

Projeto da ONG Pró-Mar que há doze anos realiza trabalhos relevantes para a comunidade que vive no entorno da BTS

 

Enquanto o governo tenta encontrar a melhor maneira de organizar de forma eficiente a gestão da Baía de Todos-os-Santos (BTS), iniciativas isoladas ou em parcerias vão fazendo os trabalhos de conservação e até de pesquisa tão necessários para a região. E se a baía ainda mantém a sua rica beleza, muito se deve à ação de pessoas como Zé Pescador, grupos ambientalistas de grande expressão como o Gérmem, ou ONGs que aglutinam gente simples e lutadora com vontade de ajudar, como é o caso da Manguezal Meu Quintal de Itaparica. Eles são a prova de que o amor pela causa, se não substitui a força do Estado, ao menos, reduz o impacto de sua ausência.

 Essas iniciativas são frutos de histórias pessoais e envolvimentos apaixonados que geram reação, movimento, e, em consequência, trazem benefícios cujo alcance é tão difícil de mensurar, assim como é difícil de saber o nível de depredação de uma baía que não tem ainda um plano de manejo.

Histórias como a de Zé Pescador dão a dimensão do poder que a natureza tem sobre quem entra em contato com ela. Ele é natural da ilha de Itaparica, pescava para sobreviver, como seu nome propõe, e o fazia com um predador. Um dia, depois de perceber que o fruto de seu trabalho parecia diminuir com o tempo, encontrou em sua filha, Janaina, as palavras que fizeram do predador um ambientalista aguerrido. Janaina lhe perguntou o que eram aquelas bolinhas amarelas que estavam grudadas na lagosta que ele acabara de pescar. “São ovas, minha filha, delas nascem outras lagostas”, disse. Sua filha, indignada, lhe respondeu: “então, meu pai, por que não deixou os filhinhos dela nascerem?”.

Nasceu da sincera visão de uma criança um outro homem, um líder que há mais de uma década está trabalhando em prol de áreas que compõem a BTS. Zé Pescador é o fundador da ONG PRÓ-MAR, e, como empreendedor social, já teve sua história contada até em documentários que circulam o mundo. Apesar da origem simples, sua luta pela sobrevivência do ecossistema que conhece desde que nasceu é baseada em conceitos complexos e abrangentes. “Buscamos estimular o desenvolvimento do pleno exercício da cidadania através da educação ambiental, do diálogo e da solidariedade dos diversos segmentos sociais para, em parcerias, participarem das atividades de interesse comum”, explica.

Zé Pescador sabe da importância da natureza para sua vida

A PRÓ-MAR tem doze anos de vida e já realizou trabalhos relevantes para a comunidade do seu entorno e para a BTS. Entre eles, Zé pescador, que é também gestor da Área de Proteção Ambiental Recifes das Pinaúnas e da Unidade de Conservação da Estação Ecológica Ilha do Medo, ambos na Ilha de Itaparica, destaca alguns.

 “O Projeto Maré Global, de 2006, por exemplo, foi um trabalho de sensibilização, de educação ambiental, de monitoramento dos recifes de coral das ilhas de Itaparica e de Boipeba, e de apoio à criação de áreas marinhas protegidas”, informa. Com o projeto, a ONG de Zé pescador ganhou o 9º Prêmio FIEB de Desempenho Ambiental. A partir da sua visão, na qual a educação e o diálogo em busca de uma conscientização são o caminho de salvar o meio ambiente, Zé pescador colocou em prática projetos como o Corredor Ambiental Cacique Tapa- rica e o PRÓ-MAR Vai à Escola.

 Outra iniciativa de destaque na Ilha de Itaparica é a da ONG Manguezal Meu Quintal de Itaparica. Fundada por Almir Costa Requião, em Vera Cruz. A organização atua desde 2001, tentando proteger uma das peças chaves do ecossistema BTS, o manguezal.

 Almir começou sua luta no povoado de Ponta Grossa, onde percebeu a falta de conscientização dos moradores quanto à destinação do lixo doméstico que era lançado na “maré”. O nome da organização vem do primeiro trabalho realizado naquele povoado. “Com o objetivo de que os moradores cuidassem de seus quintais, não jogando lixo na maré, estabelecemos um prêmio para o quintal mais bonito e limpo de Ponta Grossa”, conta.

 Desde então muito outros trabalhos relevantes foram realizados pela Manguezal Meu Quintal de Itaparica. “Destacaria nossa atuação nas escolas municipais de Vera Cruz, na contra-costa da Ilha de Itaparica, conscientizando e envolvendo as comunidades na preservação dos manguezais, por ser o principal estuário e provedor dos pescadores e marisqueiras da APA-BTS”, destaca.

 Para garantir a sobrevivência dos manguezais da ilha, a ONG criou um viveiro de mudas de mangue e outras plantas nativas e exóticas da região. “Além disso, recebemos e instalamos o projeto do Governo Federal, o “SALA VERDE”, pelo qual recebemos e apresentamos livros e mídias ambientais para as crianças, que fazem também reforço escolar”, informa.

 Não se pode falar de iniciativas em prol da BTS sem citar o grupo ambientalista Gérmem. Nem se pode falar de uma das mais importantes ONGs em defesa da BTS sem falar de seu fundador, José Augusto Saraiva Peixoto. Saraiva é arquiteto, com atuação em planejamento urbano conservacionista, e fundou o Gérmem em 1981, organização comprometida com a conservação e a recuperação do meio ambiente e com a cultura popular local.

 O grupo direciona seus esforços em diferentes focos de atuação, tais como educação, pesquisa e monitoramento ambiental, projetos com comunidades locais, mobilização da opinião pública, assessoria técnica e ecoturismo. Uma das campanhas lideradas por Saraiva, Combate à Pesca Predatória com Explosivos, reuniu 32 organizações, inclusive o IBAMA e empresas privadas.

 Reunindo recursos através de editais ou em parcerias com grandes instituições como a UFBA, a Petrobras e a Dow Química, e até mesmo o Governo do Estado, o Gérmen, tem sido o mais atuante grupo ambientalista voltado à defesa da BTS. O grupo contabiliza projetos e campanhas como o Salve o Saveiro, Ilha do Medo, Jornal Baía de Todos, Saneamento Ambiental da Baía de Todos-os-Santos, Ver de Trem, e ações de educação ambiental não-formal. Desde a sua fundação, promoveu diversos encontros e seminários, discutindo a melhoria da qualidade de vida, a conservação e a preservação da BTS.

 O trabalho mais significante feito pelo Gérmen foi, provavelmente, o livro Diagnóstico Ambiental da BTS, realizado em 1990, que até hoje serve de subsídio para projetos e estudos sobre a baía. A publicação simplesmente é a reunião de informa- ções mais aprofundada feita sobre o tema. “Nós ainda propusemos recomendações de atuação dos poderes públicos no sentido da constituição de uma política de gestão da baía”, informa José Augusto Saraiva, que hoje ocupa o cargo de coordenador de projetos da ONG.

 Visão - Participando ativamente da vida da Baía de Todos-os-Santos, esses empreendedores sociais sabem mais do que ninguém as dificuldade por que passam a natureza da região, incluindo nela pessoas, fauna e flora, seja em ambiente terrestre ou marinho. A sua importância é reconhecida pela gestora da APA BTS, Catarina Orrico, ao afirmar que eles “são os olhos e os braços do Estado, pois estão onde ele não pode estar presente, ou seja, no cotidiano da comunidade e na sua relação com o meio ambiente”.  Por isso, sua visão sobre os caminhos que a gestão da BTS vem tomando é de extrema importância.

 Zé Pescador tem na ponta da língua o que parece ser uma unanimidade entre esses homens e mulheres comprometidos com a natureza e resume seu pensamento sobre a gestão da BTS em uma palavra. “Engessada”. Almir Requião destrincha mais um pouco o pensamento. “É um modelo antigo que iguala e proíbe as diversas faces da APA-BTS, impedindo o seu desenvolvimento sustentável por áreas distintas e de características diferentes”.

 Para José Augusto Saraiva, do grupo Gérmen, é muito difícil se fazer um trabalho de gestão sem os subsídios técnico-científicos necessários. “Já passamos por três governantes e nenhum deles fez o que deveria ter sido feito, que é o plano de manejo, sem ele, pouca coisa pode ser feita efetivamente”, critica.



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